
Título: Ao Vivo do corredor da Morte
Autor: Mumia Abu Jamal
Sinopse: A história desse jornalista, que na adolescência integrou o movimento dos Panteras Negras, começa em dezembro de 1981, quando, durante um tumulto em que seu irmão foi espancado, um policial foi baleado e morto. Mumia foi preso, acusado pelo assassinato. Em junho de 1982, depois de um processo cheio de irregularidades, ele teve sua sentença de morte decretada pela Suprema Corte da Pensilvânia, sendo transferido para o corredor da morte. Durante anos, Mumia e seus advogados impetraram inúmeros pedidos de revisão do veredicto e novos julgamentos. Para isso, contavam, inclusive, com testemunhas que, no dia do crime, garantem ter visto dois homens fugirem do local antes da chegada da polícia. Em 13 de outubro de 1999, o governador da Pensilvânia assinou uma nova condenação de morte contra Mumia. Os advogados do jornalista entraram com um pedido de habeas corpus, no tribunal federal, mas o juiz determinou que, enquanto a petição estiver sendo avaliada, Mumia permanece preso, aguardando sua execução. Desde então, inúmeras campanhas pela sua libertação têm se espalhado pelo mundo. Personalidades como Paul Newman e Spike Lee, músicos como o Rage Against The Machine e Sting, escritores como Doctorow e Alice Walker, estão envolvidos ativamente nessa campanha. Na internet há diversos sites, em vários idiomas, de apoio a Mumia Abu-Jamal, pedindo sua libertação; e, nos Estados Unidos, organizações continuam lutando para reverter a sua sentença. No Brasil, a campanha pró-Mumia ganhou o apoio da CUT e diversas personalidades, como o próprio Senador Eduardo Suplicy. Ao Vivo do Corredor da Morte tornou-se um best-seller nos EUA, e foi lançado também na França, Alemanha, Espanha, Itália, República Tcheca, Hungria, Polônia, África do Sul e diversos outros países. Enquanto isso, diretamente da sua cela, que tem 2 x 3 metros e onde passa 22 horas do dia, o jornalista continua redigindo artigos que são publicados em vários países. Em Ao Vivo do Corredor da Morte, Mumia demonstra que mesmo nas condições terríveis em que se encontra ainda pode desafiar aqueles que desejam silenciá-lo! Mas Ao Vivo do Corredor da Morte não é uma simples autodefesa de Mumia. Se fez tanto sucesso é porque Mumia usou-o para retratar, de maneira emocionante, o lado terrível da "maior democracia do planeta". A vida naqueles dois lugares que estão à parte de toda tal prosperidade norte-americana: os guetos e as prisões.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Ao Vivo do corredor da Morte”, de Mumia Abu Jamal, publicado pela editora Conrad, em 2001 e com 208 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Conrad
Páginas: 208
Ano: 2001
Edição:
Linguagem: português
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Sobre a editora
Os livros da editora Conrad costumam apresentar narrativas que transitam entre o fantástico, o histórico e o cultural, muitas vezes com um tom gráfico ou visual marcante. O catálogo traz desde histórias que exploram tragédias reais, como massacres políticos, até aventuras urbanas e mistérios ambientados em cidades imaginárias ou subterrâneas. Há uma presença significativa de quadrinhos, mangás e graphic novels, que mesclam ação, fantasia e dramas pessoais, além de obras que dialogam com a cultura pop, música e videogames. A leitura tende a variar entre o mais narrativo e o mais informativo, com textos que ora exploram a dimensão emocional dos personagens, ora apresentam reflexões filosóficas e sociais. A Conrad parece privilegiar histórias que envolvem conflitos intensos, sejam eles internos, sociais ou sobrenaturais, com um ritmo que pode ser tanto ágil quanto contemplativo, dependendo da obra.
