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Arqueologia da Violência

Título: Arqueologia da Violência

Autor: Pierre Clastres

Sinopse: Esta obra apresenta uma reunião dos últimos escritos de Clastres, interrompidos por sua morte em 1977, num acidente de carro. Estes ensaios de antropologia política, escritos com extrema liberdade, reformulam a ideia de dominação nas sociedades ditas primitivas e fundamenta-se na teoria da 'servidão voluntária' de La Boétie para realizar uma crítica incisiva da violência na sociedade ocidental. O autor define etnocídio, critica a antropologia marxista, antecipa a denúncia do massacre dos Yanomami na Amazônia e retoma a discussão sobre a origem do poder nas sociedades indígenas da América do Sul. Assim, sua etnologia eleva-se à esfera da filosofia política; o autor evoca Conrad e Montesquieu, relatos de viagem, a mitologia americana, Freud, Hobbes e Rousseau, em doze ensaios de prosa refinada, erudita e coloquial.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Arqueologia da Violência”, de Pierre Clastres, publicado pela editora Cosac Naify, em 2004 e com 328 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Cosac Naify

Páginas: 328

Ano: 2004

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13: 9788540501072

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Pierre Clastres oferece um mergulho denso e ao mesmo tempo acessível na complexidade das sociedades indígenas da América do Sul, onde o poder e a dominação são questionados em suas formas tradicionais. Sua prosa combina erudição e coloquialidade, criando um ritmo que alterna entre a crítica incisiva e a narrativa quase etnográfica, com descrições vívidas que evocam mitologias, relatos de viagem e vivências de campo. O tom é ao mesmo tempo rigoroso e envolvente, com uma tensão constante entre a análise política e a dimensão humana das culturas estudadas. O leitor é convidado a refletir sobre a ideia de poder sem hierarquia, a resistência à dominação e a crítica à violência ocidental, em textos que desafiam noções convencionais e estimulam uma visão plural e crítica da política. Em muitos momentos, a experiência de leitura se aproxima do ensaio filosófico, sem perder o contato com a materialidade das sociedades indígenas, revelando uma escrita que é tanto intelectual quanto sensível.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Cosac Naify costumam oferecer uma experiência de leitura que combina rigor documental e narrativa cuidadosa, frequentemente explorando a história da arte, literatura e cultura com profundidade. O catálogo revela uma predileção por textos que dialogam com o passado, seja por meio de biografias detalhadas, ensaios críticos ou clássicos literários revisitados. A linguagem tende a ser clara e precisa, com ritmo que pode variar do ensaístico ao narrativo, mantendo sempre um tom reflexivo e, por vezes, poético. Há uma atenção especial à fidelidade das traduções e à qualidade das ilustrações, que enriquecem a leitura e ajudam a construir atmosferas específicas. A diversidade do catálogo permite tanto uma imersão em temas acadêmicos quanto em histórias literárias que abordam conflitos sociais e humanos em diferentes épocas.

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