
Título: As Alegorias da Cegueira
Autor: Daniela de Araújo Vieira
Sinopse: Como se configura a forma literária em Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago? Como um processo social denso, difícil, emerge, de maneira mediada e refratada pela linguagem, nessa forma alegórica? Em As Alegorias da Cegueira, quanto mais a autora concentra-se na análise do enredo, do narrador, das personagens, enfim, na ficção montada por Saramago, mais vê projetado o universal, mediante a instauração da violência como ordem vigente na cidade fictícia, causada pela total destruição do Estado de Direito e predomínio do Estado de Exceção. Da percepção dessa facilidade de romper os limites entre civilização e barbárie, ensaia uma reflexão sobre uma série de questões inerentes à condição humana no mundo do capitalismo avançado, traduzidas pelas várias formas de alegorias da cegueira: a despolitização da polis, impulsionando-a para um retorno à ordem primitiva, as várias formas de organização do Contrato Social, as relações entre o indivíduo e o coletivo, as transformações das relações sociais. Por tudo isso, é uma leitura densa e instigante para apaixonados por refletir sobre o processo social por meio da literatura.
Contexto da obra
Na área de Linguística e Comunicação, livros como este costumam interessar por linguagem, discurso e mediação. “As Alegorias da Cegueira”, de Daniela de Araújo Vieira, publicado pela editora Appris Editora, em 2019 e com 249 páginas, integra a categoria Livros de Linguística e Comunicação. Na prática, isso ajuda a entender melhor o lugar do livro entre linguagem, análise e formas de comunicação.
Editora: Appris Editora
Páginas: 249
Ano: 2019
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8547324674
ISBN13: 9788547324674
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,200
- Altura (cm): 23,00
- Largura (cm): 16,00
- Espessura (cm): 1,60
Sobre a editora
Os livros da editora Appris Editora apresentam um olhar atento a temas contemporâneos e questões sociais, educacionais e culturais, com textos que transitam entre análises teóricas e relatos práticos. A experiência de leitura frequentemente envolve reflexões críticas sobre educação, saúde, direitos humanos e práticas profissionais, com uma linguagem que varia entre o acessível e o acadêmico, sempre com densidade conceitual. O catálogo indica uma preocupação com a formação de sujeitos em contextos diversos, desde a infância até a vida adulta, e com temas que dialogam com políticas públicas, inovação e práticas interdisciplinares. Há obras que exploram desde o ensino formal e suas metodologias até debates sobre sexualidade, envelhecimento, cultura e memória, revelando um perfil editorial que privilegia o aprofundamento e a problematização social.
