
Título: As Horas de Iraz
Autor: L. Sprague de Camp
Sinopse: "The Clocks of Iraz", 1971. Que significam as iniciais "S.F"? Para os cultores tradicionais da Ficção-Científica, só há uma interpretação possível: "Science-Fiction" - um gênero literário em que não existem limites no tempo e no espaço. Tradicionalmente, também, a "S.F." deve produzir uma explicação científica - ou aparentemente científica - das coisas e dos factos que nela se descrevem ou sugerem. Mas o que é a ciência? Como prever o desenvolvimento científico? "Há mais coisas no céu e na Terra do que imaginamos" - disse Shakespeare. Limitar a ficção-científica ao campo da "ciência oficial" não é um processo lógico. Bem pelo contrário. Como poderia um homem do século XVI - mesmo um cientista do século XVI, mesmo um génio como Leonardo da Vinci - prever o aparecimento da fotografia, do cinema, do telefone, da rádio, da televisão, uma vez que a ciência de então era fundamentalmente mecanicista, identificando a química com a magia e considerando a electricidade como um fenómeno curioso, apenas curioso? Poderá amanhã a magia integrar-se na ciência? Poderá o domínio das coisas da Natureza (e o seu conhecimento) seguir caminhos absolutamente diferentes dos que hoje são tidos por lógicos? Essa a interrogação a que pretende responder a nova "S.F." - a "Speculative Fiction". Alguns dirão que ela se situa muito perto da fantasia. Mas a distinção não é fácil. Os contos de fadas distraem e encantam. Não encerram mensagens. (???) Depois das obras de Bradbury - que são pura ficção especulativa e que ninguém confundirá com simples fantasia - a Colecção Argonauta tem publicado outras, que bem ilustram os novos rumos da "S.F.": a curiosa e simbólica Estrada de Glória (nº182-183), de Robert Heinlein; a célebre Agência de Mágicos, (nº190) do mesmo autor (volume em que se inclui um texto fundamental: Waldo). E agora tem-se As Horas de Iraz, obra magnifica de um magnífico autor: L.Sprague de Camp. A ironia e o simbolismo juntam-se a cada passo de uma narrativa que decorre no mundo onde as nossas almas teriam existido, antes de descer ao mundo mecânico em que vivemos. Mas a análise crítica de Sprague de Camp, une esses dois mundos, nos seus defeitos e nas suas qualidades.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “As Horas de Iraz”, de L. Sprague de Camp, publicado pela editora Livros do Brasil, em 1974 e com 205 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Livros do Brasil
Páginas: 205
Ano: 1974
Edição:
Linguagem: português
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ISBN13:
Sobre a editora
Os livros da editora Livros do Brasil costumam transportar o leitor para universos densos, onde a ficção científica clássica e o romance policial ganham destaque, alternando entre narrativas de aventura espacial e intrigas investigativas. A experiência de leitura combina ritmo envolvente com temas que vão da exploração do espaço e dilemas éticos da humanidade até mistérios criminais elaborados, sempre com um tom que equilibra suspense e reflexão. O catálogo indica uma predileção por histórias que desafiam o leitor a acompanhar tramas complexas, ora com foco em personagens multifacetados, ora com ambientações históricas ou futuristas detalhadas. A diversidade presente nas obras sugere um equilíbrio entre o mais narrativo e o mais informativo, com textos que ora privilegiam a ação e o imaginário, ora abordam questões sociais e filosóficas.
