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Até amanhã, camaradas

Título: Até amanhã, camaradas

Autor: Manuel Tiago

Sinopse: O gráfico geral da ação desenha-se com grande clareza: há uma enchente, uma preia-mar, a vazante e o reagrupamento que precede a maré seguinte. Numa região com algumas unidades fabris de certa importância, com várias oficinas mais dispersas e rodeada de uma zona rural largamente proletarizada, assiste-se à preparação clandestina de uma greve geral e de uma manifestação, ao desenrolar do grande movimento (com o rápido acudir militante a imprevistos e deficiências), à repressão, e por fim à reconstituição dos organismos desfalcados, conseguida em grande parte com homens e mulheres (quase todos jovens) que entretanto se revelaram. Estão em jogo reivindicações salariais, resistências à dizimação arbitrária e ruinosa dos pinhais mais modestos, e a generalização de uma nova táctica quanto às praças e comissões de jornal. A tensão extrema do esforço, das privações e da rígida disciplina defensiva a que os clandestinos têm de sujeitar-se intensifica sentimentos e problemas, define dramas e caracteres em linhas incisivas e palpitantes. Há uma enorme necessidade de compensação afectiva que percorre os contactos internos e externos dos clandestinos e recorta com nitidez os seus sete ou oito principais perfis humanos, através daquilo que fazem, daquilo que dizem e, sobretudo, através daquilo que pouco a pouco transparece em pequenas surpresas de reação. Daí a intensa afectividade de todo o livro. Nem todos os leitores a podem partilhar na sua expressão verbal, a de tantos diminutivos e formas carinhosas como “querido” e “amiguinho”, porque quem não tenha a experiência da fraternidade clandestina espontaneamente insere tais expressões num contexto folhetinesco completamente diverso. Apenas esta imensa compreensão, aliás inseparável da mais intransigente firmeza e dureza quanto ao essencial, explica o “milagre” daquela “máquina” que a polícia política anunciava de vez em quando ter desmantelado, mas que logo ressurgia das cinzas como a Fénix mitológica.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Até amanhã, camaradas”, de Manuel Tiago, publicado pela editora Expressão Popular, em 2010 e com 511 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Expressão Popular

Páginas: 511

Ano: 2010

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre a editora

    Os livros da editora Expressão Popular costumam oferecer uma leitura densa e crítica, que mescla política, história e teoria social com uma linguagem acessível e didática. O catálogo privilegia narrativas que exploram a militância, as lutas sociais e o pensamento marxista, muitas vezes apresentando análises históricas detalhadas e debates sobre o papel das classes trabalhadoras, movimentos populares e a educação. A experiência de leitura envolve tanto textos biográficos e históricos quanto reflexões teóricas que dialogam com os desafios contemporâneos, sempre com um tom engajado e comprometido. A diversidade do catálogo pode ser percebida na coexistência de obras mais narrativas, como relatos de militantes e biografias, e outras mais informativas e analíticas, como estudos sobre imperialismo, educação e economia política.

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