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Bahia de Todos-Os-Santos

Título: Bahia de Todos-Os-Santos

Autor: Jorge Amado

Sinopse: “Esse é bem um estranho guia”, diz Jorge Amado no “Convite” que abre Bahia de Todos-os-Santos. “Com ele não verás apenas a casca amarela e linda da laranja. Verás igualmente os gomos podres que repugnam ao paladar.” Essas palavras resumem o espírito deste livro sui generis sobre a cidade de Salvador. Escrito originalmente em 1944, no auge da luta antifascista, manteve em suas sucessivas atualizações a abordagem visceral que o transformou numa obra ao mesmo tempo de celebração dos esplendores da cidade e de denúncia de suas muitas mazelas. A versão definitiva só ficou pronta em 1986. Quem melhor do que Jorge Amado, que cantou em tantos livros a “cidade da Bahia”, povoando suas ruas com personagens inesquecíveis, para fazer esse retrato de corpo inteiro da capital baiana? Pelas páginas deste livro desfilam as belezas arquitetônicas da metrópole - suas igrejas, átrios e palácios, suas ladeiras e ancoradouros -, bem como seus encantos naturais - praias, matas, morros, lagoas -, mas também o lado miserável da cidade, seus cortiços malcheirosos, a falta de saneamento e infraestrutura, o desamparo e a doença. Aqui e ali, fotografias de Flávio Damm utilizadas na edição de 1961 pontuam o que vai sendo descrito. Não se trata de um guia preocupado apenas com a descrição do pitoresco, mas de uma narrativa múltipla sobre o cotidiano da cidade e suas transformações ao longo das décadas. Do dia a dia do trabalhador braçal às receitas de quitutes baianos, da arte dos mestres da capoeira ao misticismo dos terreiros de candomblé, dos pequenos crimes dos “capitães da areia” à dura poesia dos pescadores e mestres de saveiros, da universidade às festas religiosas e pagãs, a vida de Salvador pulsa a cada parágrafo. Moradores da cidade, ilustres ou anônimos, são evocados aqui com a mesma vitalidade e frescor dos personagens dos romances do autor, convertido em cicerone que abre as portas de sua grande casa aos leitores do mundo.

Contexto da obra

Na área de Viagens e Turismo, obras como esta costumam interessar por abrir horizonte e contexto. “Bahia de Todos-Os-Santos”, de Jorge Amado, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2012 e com 400 páginas, integra a categoria Livros de Viagens e Turismo. Esse contexto costuma ser útil para perceber melhor o valor da obra para quem lê lugares, trajetos e experiências.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 400

Ano: 2012

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8535921370

ISBN13: 9788535921373

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,490
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 2,30

Sobre o autor

A leitura dos livros de Jorge Amado conduz o leitor a um universo rico em contrastes entre o íntimo e o coletivo, onde personagens profundamente humanos enfrentam destinos marcados por tradições e transformações sociais. A prosa, ora calorosa e envolvente, ora direta e crua, constrói uma narrativa que mescla lirismo e realismo, revelando a musicalidade da fala popular e a dureza da vida cotidiana. O ritmo varia entre momentos contemplativos e cenas carregadas de tensão, especialmente nas tramas que exploram conflitos políticos, sociais e afetivos. A sensualidade e o humor aparecem como forças que desafiam normas e convenções, enquanto a construção dos personagens privilegia a complexidade emocional e as contradições internas. Em meio a isso, os livros de Jorge Amado convidam a refletir sobre a luta pela liberdade, a dignidade humana e as mudanças inevitáveis que permeiam o Brasil regional e suas comunidades.

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Sobre a editora

Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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