
Título: Belo como um abismo
Autor: Elias Fajardo
Sinopse: Uma gata lânguida de nome Emily e suas homônimas escritoras – a romancista inglesa Brontë e a poeta americana Dickinson; uma turista peruana anônima em Barcelona. Otávio, que viaja pelos meandros de uma Índia remota enquanto bebe no Baixo Gávea. E Clara – a filha que Otávio e Aparecida não tiveram – cuja existência ganha vida ao longo das páginas. Esta é a galeria de personagens de Belo como um abismo, livro em que Elias Fajardo abole as fronteiras de tempo e espaço, esmiuçando cada uma destas vidas, observando atentamente seus passos (e sonhos). O resultado é um romance de intensidade ímpar, em que o autor desenha com habilidade um rico painel humano, pontuando com a magia da arte as agruras da vida. Construindo uma ponte firme sobre o abismo que separa o real do ficcional, Elias Fajardo não nos livra da vertigem: as interpenetrações de corpos e almas, e das histórias verdadeiras ou imaginadas que cada um deles carrega, fazem desta uma narrativa de tirar o fôlego – em que o fantástico assume as rédeas com uma naturalidade verossímil que quase engana o leitor. Guiados página a página numa queda livre vertiginosa – como só a boa literatura é capaz –, ao final da leitura chegamos paradoxalmente ao topo do abismo: ali onde se descortina uma nova paisagem, interna, onde tudo traz um novo sentido.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Belo como um abismo”, de Elias Fajardo, publicado pela editora 7 Letras, em 2014 e com 140 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: 7 Letras
Páginas: 140
Ano: 2014
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8542102754
ISBN13: 9788542102758
Sobre a editora
Os livros da editora 7 LETRAS apresentam uma leitura que atravessa a poesia, a crônica e o ensaio com um olhar atento às experiências humanas e sociais. O catálogo revela uma predileção por narrativas que exploram o cotidiano, a memória e as tensões entre o indivíduo e seu entorno, ora com tom poético e contemplativo, ora com humor e irreverência. As obras frequentemente dialogam com temas como identidade cultural, desigualdades sociais, linguagens artísticas e questões urbanas, criando um ritmo que pode ser tanto fluido quanto denso, conforme o foco do texto. A diversidade se manifesta na coexistência de textos mais narrativos e outros que se aproximam da reflexão crítica e teórica, ampliando o leque de possibilidades para leitores que buscam tanto emoção quanto análise.
