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Bigode/A Colonia de Ferias

Título: Bigode/A Colonia de Ferias

Autor: Emmanuel Carrère

Sinopse: O bigode e A colônia de férias são duas histórias de um dos mais importantes autores franceses da atualidade. Na primeira novela, Emmanuel Carrère desenvolve uma ideia perturbadora, por vezes cômica, sobre um homem que decide raspar o bigode e, aos poucos, perde a identidade. Ao acompanhar a narrativa, porém, nunca sabemos se ele está louco ou se são os outros que perderam a razão. "O que você diria se eu raspasse o bigode?", pergunta o narrador a sua mulher, Agnès, misturando a comédia do absurdo com a especulação filosófica. "Poderia ser uma boa ideia", diz ela, despreocupada. Ao se barbear por completo, no entanto, algo imediatamente se altera em sua vida. Não só Agnès e os amigos deixam gradativamente de reconhecê-lo, como negam completamente que ele algum dia tenha tido um bigode. Para Carrère, seu livro conta a história de um homem que se perde de si mesmo e testa os limites da solidão. Serve também como metáfora para um desencontro que, ele acredita, todo casal enfrenta um dia, de uma forma ou de outra. "Mais do que uma história de um homem que se mete numa espiral de loucura, quis contar como um homem e uma mulher que se amam podem se afastar tanto um do outro a ponto de se reencontrar depois e se reconhecer de forma totalmente diferente daquela de quando tudo começou", diz o autor. Já em A colônia de férias, uma história de "terror literário", o leitor acompanha Nicolas, um menino inseguro e solitário, numa excursão da escola para uma temporada de esqui na neve. Com problemas familiares, ele se isola cada vez mais dos outros garotos e terá de enfrentar uma realidade que nem sua vívida imaginação poderia recriar. Reunidos em um único volume, os textos de Carrère apresentam alguns dos mais impactantes retratos psicológicos da ficção contemporânea.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Bigode/A Colonia de Ferias”, de Emmanuel Carrère, publicado pela editora Alfaguara, em 2011 e com 264 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Alfaguara

Páginas: 264

Ano: 2011

Edição: Literatura Estrangeira

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8579620716

ISBN13: 9788579620713

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,460
  • Altura (cm): 23,40
  • Largura (cm): 15,00
  • Espessura (cm): 2,20

Sobre o autor

A leitura dos livros de Emmanuel Carrère é uma imersão profunda na complexidade da experiência humana, onde o íntimo se expõe sem filtros e as fronteiras entre ficção e realidade se diluem. A prosa pode ser ao mesmo tempo crua e detalhada, revelando fragilidades, obsessões e crises pessoais que acompanham os personagens e o próprio narrador. O ritmo varia entre passagens densas e momentos de reflexão quase contemplativa, criando uma tensão constante entre o desejo de entender e o desconforto provocado pelas revelações. Carrère explora temas como identidade, loucura, violência e redenção, sempre com um olhar que não poupa nem a si mesmo nem seus personagens. Essa experiência de leitura desafia o leitor a confrontar ambiguidades morais e a se envolver em narrativas que se desenrolam entre o real e o vivido. Em meio a essa complexidade, os livros de Emmanuel Carrère oferecem uma jornada que é tanto intelectual quanto emocional, marcada por uma prosa que não se esquiva do desconforto.

Ver mais sobre o autor

Sobre a editora

Os livros da editora Alfaguara convidam o leitor a mergulhar em narrativas que transitam entre o suspense intenso e a reflexão profunda sobre temas sociais contemporâneos. Em seu catálogo, convivem histórias que exploram desde crimes reais e suas consequências culturais até trajetórias pessoais marcadas por perdas e reconstruções, frequentemente ambientadas em contextos latino-americanos ou europeus. A prosa costuma alternar entre o ritmo acelerado de thrillers e o tom mais contemplativo de romances que investigam memórias e identidades, apresentando personagens complexos em situações limite. A diversidade de vozes sugere uma preferência por obras que desafiam o leitor a acompanhar tramas intricadas, ora com tensão crescente, ora com uma escrita mais densa e poética.

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