
Título: Black Music
Autor: McKenzie Wark
Sinopse: “Um duplo assombra o mundo, o duplo da abstração. A fortuna de Estados e exércitos, empresas e comunidades depende dela. Todas as classes rivais, sejam elas dominantes ou dominadas, reverenciam-na – mas a temem (…) Todas as classes temem essa incansável abstração do mundo, da qual ainda depende sua fortuna. Todas as classes menos uma: a classe hacker” Recorrendo a Guy Debord e Gilles Deleuze, igualmente, Um manifesto do hacker, da escritora Mckenzie Wark, oferece uma reformulação do pensamento marxista para a era do ciberespaço e globalização. Na revolta generalizada contra a informação mercantilizada, a autora vê uma promessa utópica que vai além da forma da propriedade privada e uma nova classe progressista – a classe hacker – com interesse compartilhado em um novo bem comum: o acesso à informação. O domínio da chamada “propriedade intelectual” dá origem a um tipo inédito de conflito entre classes, que opõe criadores de informação – a classe hacker, composta por pesquisadores e autores, artistas e biólogos, químicos e músicos, filósofos e programadores – contra uma classe proprietária, que procura tomar o monopólio sobre as informações que a classe hacker produz. Wark define habilmente, para citar um exemplo, as disputas entre demandas cada vez mais estridentes de empresas, como as farmacêuticas, pela proteção de suas patentes e direitos autorais, e a cultura popular, difundida por meio de compartilhamento de arquivos e da pirataria. O objetivo audacioso da obra, ao longo de capítulos como “abstração”, “classe”, “produção”, “revolta”, entre muitos outros, é demonstrar as origens, propósitos e interesses dessa classe hacker emergente, responsável por criar um novo mundo e novas formas de associação capazes de nos afastar da destruição provocada pela exploração mercantilizada. Nas palavras da própria autora: “Os maiores hacks de nosso tempo podem vir a ser formas de organizar a livre expressão coletiva, de modo que, a partir de agora, a abstração esteja a serviço do povo, e não do povo a serviço da classe dominante”
Contexto da obra
No campo da Informática e da Computação, livros como este costumam interessar por base conceitual, prática e atualização. “Black Music”, de McKenzie Wark, publicado pela editora sobinfluencia edições, em 2023 e com 216 páginas, integra a categoria Livros de Informática e Computação. Na prática, isso ajuda a explicar por que obras assim costumam circular entre formação e uso técnico.
Editora: sobinfluencia edições
Páginas: 216
Ano: 2023
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6584744337
ISBN13: 9786584744332
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,100
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 13,50
- Espessura (cm): 1,00
Sobre a editora
Os livros da editora Sobinfluencia Edições costumam propor leituras densas e reflexivas, que transitam entre filosofia, política e cultura crítica. O catálogo privilegia obras que dialogam com temas como autonomia, poder, biopolítica e movimentos sociais, muitas vezes a partir de perspectivas teóricas e históricas complexas. A experiência de leitura tende a ser marcada por um ritmo que exige atenção e disposição para debates conceituais, com textos que mesclam ensaio, entrevistas e traduções inéditas. A linguagem, ainda que acadêmica em alguns momentos, mantém um tom que convida à reflexão sobre as tensões contemporâneas, seja na esfera do digital, da música, da política ou da subjetividade. Em certos casos, o material sugere uma abordagem crítica da modernidade e do neoliberalismo, com foco em novas configurações de poder e resistência.
