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Bom dia para os Defuntos

Título: Bom dia para os Defuntos

Autor: Manuel Scorza

Sinopse: O escritor peruano Manuel Scorza conta em “Bom Dia Para os Defuntos” os acontecimentos da luta do povo peruano, entre os anos de 1950 e 1962, em que os camponeses se organizaram para recuperar suas terras que foram roubadas por latifundiários e por uma empresa norte-americana, a Cerro de Pasco Corporation, que estavam explorando as jazidas ricas em minérios da região do altiplano do Peru. A história teve um desfecho trágico que resultou no massacre de camponeses revoltados com a exploração da burguesia nacional e internacional contra o povo peruano. Em tom quase documental, Manuel Scorza faz um relato bastante real e comovente deste importante fato da história do Peru. Esta obra é de grande sucesso no Peru e sua publicação e enorme repercussão entre a população peruana fez com que as autoridades deste país libertasse o principal líder da revolta dos camponeses, Héctor Chacón, que ficou preso durante onze anos em uma prisão localizada no meio da floresta amazônica peruana. Esta obra já foi publicada com enorme sucesso nos Estados Unidos, Alemanha, Itália, Inglaterra, Espanha e França.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Bom dia para os Defuntos”, de Manuel Scorza, publicado pela editora Civilização Brasileira, em 1972 e com 227 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Civilização Brasileira

Páginas: 227

Ano: 1972

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8520097928

ISBN13: 9788520097922

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Manuel Scorza traz à tona um universo denso e pulsante, onde a dureza da luta social se mistura à força dos mitos e tradições andinas. O ritmo é marcado por uma narrativa que alterna entre a tensão dramática das batalhas camponesas e momentos de reflexão poética, criando uma experiência que é ao mesmo tempo visceral e simbólica. A prosa se revela cuidadosa na construção de personagens coletivos e individuais, que encarnam a resistência e a esperança diante da opressão. Há uma urgência latente nas histórias, que não se limita a relatar fatos, mas que busca envolver o leitor na complexidade histórica e emocional desses conflitos. Em meio a essa narrativa, o leitor percebe a presença constante de uma denúncia social que não perde a força, mesmo quando o tom se torna mais lírico ou mítico.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Civilização Brasileira apresentam uma experiência de leitura que transita entre o rigor histórico, a análise social e a literatura de qualidade. O catálogo reúne obras que exploram desde a formação política e social do Brasil até reflexões filosóficas e ensaios críticos, muitas vezes com um viés marxista ou político, mas também com espaço para literatura e poesia. A diversidade temática inclui estudos detalhados sobre períodos históricos, biografias, e análises culturais, com textos que combinam densidade conceitual e linguagem acessível, favorecendo leitores interessados em aprofundar seu entendimento sobre o Brasil e o mundo. O tom dos livros varia entre o didático e o narrativo, com algumas obras adotando uma abordagem mais interpretativa e outras privilegiando a pesquisa documental.

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