
Título: Cada amanhecer me dá um soco
Autor: Andrei Ribas
Sinopse: As palavras gravadas à faca no cadáver examinado pelo legista logo nas primeiras páginas se assemelham às que eu gostaria de dizer sobre o livro: Venha ver. Ver o quê?, pode se perguntar. Primeiro: os personagens. O legista obcecado por corpos (em todos os sentidos) é apenas um dos seres – e não apenas humanos – que parecem estar bem na frente de quem lê. Acreditamos nesses personagens perturbados. Eles nos interessam. Queremos saber mais. De alguma forma, compreendemos seus dilemas e ambiguidades. Segundo: a trama. A maneira como os fatos da ficção se entrelaçam proporciona algo menos comum do que deveria no mundo literário. A vontade de percorrer as páginas e avançar nos capítulos. E o que acontece surpreende. Flertando com o gênero policial – mas já o subvertendo –, alternando os pontos de vista, investindo em recursos metaficcionais, Andrei Ribas exibe fôlego narrativo. Cada amanhecer me dá um soco mostra que ele, além de crítico competente, é escritor. E daqueles com talento. Em resumo: Venha ver. Luís Roberto Amabile
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Cada amanhecer me dá um soco”, de Andrei Ribas, publicado pela editora Bestiário, em 2016 e com 90 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Bestiário
Páginas: 90
Ano: 2016
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9788598802671
Sobre a editora
Os livros da editora Bestiário convidam o leitor a navegar por territórios literários que misturam história, memória e experimentação formal. A experiência de leitura frequentemente envolve personagens complexos, como legistas obcecados ou narradores fragmentários, que desafiam a linearidade tradicional. O catálogo revela uma atenção especial a temas culturais e sociais, desde a Idade Média até o Brasil contemporâneo, com abordagens que transitam entre o ensaio histórico e a ficção literária. A linguagem varia entre o didático e o poético, com textos que exploram tanto o íntimo quanto o coletivo, e que se destacam pelo rigor estético e pela densidade emocional. O tom pode ser ao mesmo tempo sóbrio e sensorial, com narrativas que valorizam a memória e a construção de sentidos através de múltiplas vozes.
