
Título: Café, dores & amores
Autor: Roberta S. Saboya
Sinopse: Café e Escombros Hoje eu tive coragem de preparar o café do jeito que fazia quando estava com você. Escombros de alma, pó, água quente... só quente, não fervendo, do jeitinho que você queria. Eu teimava. Deixava as borbulhas nascerem, tinha que ferver para não esfriar. Tenho pânico de café morno, prefiro deixar arder. Tanta preocupação no fogão, não cuidei do amor que esfriava em banho maria. Silencioso como você. Percebi. Lembro de ter alertado sem levar muito a sério. A casa era sólida. Acho que falei sem pesar o sentido do argumento. Não adiantou. Monólogos são tão mudos quanto palavras não ditas. Bebi, estômago ainda revirado do terremoto. Gosto menos amargo que a mágoa. O dia está só começando. Encho a caneca de novo porque, de alguma forma, há que se viver. Não comi os ovos mexidos. Nem tentei. Não sei cozinhar do jeito que você fazia. Mentira, sei. Só não estou preparada para sentir gosto de saudade. Amanhã, quem sabe. Hoje, só ouso uma pequena coragem por dia.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Café, dores & amores”, de Roberta S. Saboya, publicado pela editora Minimalismos, em 2024 e com 64 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Minimalismos
Páginas: 64
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6583169304
ISBN13: 9786583169303
Sobre a editora
Os livros da editora Minimalismos convidam a mergulhar em experiências íntimas e sensoriais, com uma linguagem que valoriza o cotidiano e a subjetividade. O ritmo das obras costuma ser marcado por uma tensão delicada entre o silêncio e a expressão, revelando espaços pequenos e cotidianos, como apartamentos simples ou trajetos urbanos, onde emoções e memórias se desenrolam. A poesia assume papel central, explorando temas como relações afetivas, corpo, dor e transformação, muitas vezes com um tom melancólico, irônico ou contemplativo. O catálogo sugere uma preferência por narrativas que trabalham a sonoridade das palavras e a textura das imagens, criando uma leitura que exige atenção e sensibilidade.
