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Câmera lenta: E outros poemas

Título: Câmera lenta: E outros poemas

Autor: Marília Garcia

Sinopse: LIVRO VENCEDOR DO PRÉMIO OCEANOS 2018 Mecanismos interrogativos, manifestações de espanto sofisticado, os poemas de Marília Garcia estão atentíssimos aos fenómenos e às teorias. Contam coisas, descrevem coisas, desmontam coisas (máquinas, viagens, conversas, enganos geográficos, festivais de poesia), como se toda a narração fosse uma desconstrução. E usam truques, loops, mudanças de velocidade, deslocamentos linguísticos, materiais diversos. Da «poesia da experiência» e da «poesia da linguagem» fazem uma poesia da experiência linguística. O que significam as frases? Qual a diferença entre mapa e território? O que é a resistência da poesia? O que se perde quando se traduz? Tributária da poesia francesa de vanguarda, auto-reflexiva e lúdica, e do objectivismo americano, coloquial e inteligível, Marília surpreende-se, questiona-se, volta atrás, faz «pausa», começa de novo. É o poema como making of do poema. Ou como making of do making of. Cultíssima e ligeira, concreta nas questões abstractas, dubitativa mas não niilista, idiossincrática e dialogante, sem amargura nem malícia, Marília combina a segurança dos processos e a incerteza das conclusões. Ainda se assombra, ainda se pergunta. E diz-nos como isso se faz. — P.M.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Câmera lenta: E outros poemas”, de Marília Garcia, publicado pela editora Tinta da China, em 2019 e com 224 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Tinta da China

Páginas: 224

Ano: 2019

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13: 9789896715113

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Marília Garcia é uma experiência que mistura o lírico com o ensaístico, onde a poesia se desdobra em narrativas que transitam entre o íntimo e o geográfico. Sua escrita convida a um caminhar atento, quase como um passeio por cidades e memórias que se sobrepõem, criando uma cartografia afetiva e sonora. A prosa poética é densa, mas acessível, marcada por uma musicalidade que se revela tanto na oralidade quanto na escrita. A tensão surge da exploração das fronteiras da linguagem, onde perguntas e ecos se entrelaçam, deixando no leitor uma sensação de deslocamento e reflexão contínua. Em seus textos, o ritmo varia entre a fluidez contemplativa e a pulsação abrupta, revelando uma autora que se dedica a investigar o processo poético e suas múltiplas camadas.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Tinta da China costumam oferecer uma experiência de leitura que combina rigor intelectual com uma voz acessível, muitas vezes marcada por um tom próximo e até humorístico. O catálogo revela uma predileção por obras que exploram temas históricos e políticos com profundidade, como a análise crítica do colonialismo português ou a reflexão sobre regimes autoritários, sempre com um olhar que convida à reflexão. Há também espaço para narrativas pessoais e coletâneas que trazem à tona vozes marginalizadas, como as de mulheres viajantes ou ativistas contemporâneos, o que amplia o alcance da editora para leitores interessados em histórias de resistência e transformação social. A linguagem varia entre o lírico e o seco, o ensaístico e o narrativo, com textos que transitam entre o humor e a seriedade, a crônica e o estudo, o que sugere um catálogo plural, porém coerente em sua busca por provocar o pensamento e o envolvimento do leitor.

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