
Título: Caminhos da redenção
Autor: Cadastro de autores
Sinopse: A leitura de Caminhos da Redenção permite recolocar em circulação um velho conceito de Buffon: “O estilo é o homem”. E dou ao termos estilo um sentido muito mais amplo do que lhe consignam os dicionários. Tenho que estilo não é apenas o modo particular e peculiar de lidar com as potencialidades da linguagem: é a maneira inconfundível de selecionar, tratar e equacionar os grandes problemas da existência. Decorrência inevitável desse estilo forte de Lázaro Chaves é a variedade dos temas por ele enfrentados, de modo a se poder aplicar aos seus textos a catalogação de miscelânea, sem nenhum sentido depreciativo. Lázaro Chaves, de formação racionalista e cartesiana, lida melhor com a exposição de feição universitária do que com os temas ficcionais. Aliás, ele próprio reconhece a imprecisão dos limites dos conteúdos ditos literários (crônicas, poemas) dos outros que eu diria denotativos, jornalísticos, polêmicos, doutrinários e até confessionais. Certa vez me interroguei numa longa exposição: “Para que(m) escrevemos?” - e cheguei a uma consoladora resposta: “Para nós mesmos”. Argumentei que o escritor é seu melhor leitor, porque ninguém o excede em atenção para com o próprio texto, em carinho e reconhecimento de recônditas intenções. A observação também há de valer para os escritos de Lázaro Chaves; neles, o autor se mostra e faz um inventário tão completo quanto possível de seus anseios, suas angústias e suas aspirações, de sua visão de mundo, enfim. Mesmo tendo privilegiado o como e não o que na produção de Lázaro Chaves, com isso eu não quis dizer que minha preocupação de análise da obra se haja centrado nos processos e não nos temas. Entre estes me foram de leitura particularmente interessada: “Aforismos da modernidade”, “Uma pequena cidade”, “Sonho com novas harmonias”, “Amor e humanismo”, “Deus faz tudo pelo melhor”, “Minha vida” - o que muito dificilmente coincidirá com as preferências do próprio autor. Mais uma vez ficará provado que todo o texto tem algo de “obra aberta”, na consagrada observação de Humberto Eco. E exatamente essa reinvenção ou reinterpretação que o leitor elabora a partir do alheio escrito é que dá diferentes destinos a tantos livros de valor. São José do Rio Pardo, 1 de abril de 1998 Márcio José Lauria
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Caminhos da redenção”, de Cadastro de autores, publicado pela editora Independente, em 1998 e com 210 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Independente
Páginas: 210
Ano: 1998
Edição:
Linguagem: português
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Sobre a editora
Os livros da editora Independente costumam explorar narrativas centradas em dramas pessoais intensos, com personagens que enfrentam perdas, conflitos internos e relações complexas. A experiência de leitura frequentemente envolve emoções fortes, como superação, segundas chances e confrontos com o passado, em cenários que vão desde ambientes urbanos contemporâneos até mundos de fantasia e contextos históricos. O tom varia entre o romântico, o dramático e o suspense, com histórias que podem ser tanto mais introspectivas e sentimentais quanto carregadas de tensão e mistério. O catálogo revela uma diversidade de estilos, incluindo desde contos curtos e coletâneas até romances longos e séries, com uma linguagem acessível que privilegia o envolvimento emocional do leitor.
