
Título: Cangaco a Milicia do Coronelismo
Autor: Chiavenato Julio
Sinopse: Você vai repensar tudo que sabe ou ouviu dizer sobre o cangaço depois que ler este livro. Exemplos? Os cangaceiros não contestavam o sistema, não praticavam a guerrilha, não representavam os oprimidos. Apaniguados com a polícia, de quem compravam boa parte de suas armas, representavam, na realidade, os interesses dos coronéis, pois funcionavam como instrumentos de domínio e intimidação da população pobre nordestina. Em vez de guerrilha, os cangaceiros praticavam banditismo de controle social, em uma região marcada pela questão fundiária e pela fome. Antonio Silvino, Corisco, Lampião: a análise vigorosa de Júlio José Chiavenato transforma esses heróis populares da lenda em pobres homens famintos, impiedosamente descartados com o advento do Estado Novo e a alteração do quadro político que se deu naquele momento. Porque, segundo Chiavenato, desde o descobrimento do Brasil, a solução oficial para a tensão social é a matança de pobres, começando com os massacres de índios, em seguida de escravos, passando por movimentos como a cabanagem e a balaiada, para culminar, nos dias que correm, com os assassinatos impunes nas favelas cariocas e em outros grandes centros brasileiros.
Contexto da obra
Nas Ciências Sociais, obras como esta costumam interessar pela forma como ampliam a leitura da sociedade. “Cangaco a Milicia do Coronelismo”, de Chiavenato Julio, publicado pela editora Noir, em 2021 e com 120 páginas, integra a categoria Livros de Ciências Sociais. Por isso, o livro tende a ganhar força quando lido também como ferramenta de compreensão do mundo social.
Editora: Noir
Páginas: 120
Ano: 2021
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6589482004
ISBN13: 9786589482000
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,300
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 14,00
- Espessura (cm): 1,00
Sobre a editora
Os livros da editora Noir costumam apresentar uma leitura que mescla rigor documental e sensibilidade artística, especialmente no campo das histórias em quadrinhos e da cultura pop brasileira. O catálogo revela um interesse constante por narrativas que exploram a memória, a militância cultural e temas sociais profundos, como racismo, sexualidade e identidade. A linguagem varia entre o ensaio memorialístico, a biografia e a ficção autoral, sempre com um tom que privilegia o olhar humano e a autenticidade. Além disso, há um cuidado em apresentar processos criativos e contextos históricos, enriquecendo a experiência do leitor com materiais extras e análises detalhadas. A diversidade do catálogo vai do underground ao mainstream, do documentário ao relato pessoal, com obras que desafiam o leitor a refletir sobre a arte e a sociedade.
