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Canibalismo de Outono

Título: Canibalismo de Outono

Autor: Arturo Gouveia

Sinopse: Vocês precisam entender que nada disso está acontecendo.'''' A distinção entre real, fictício e imaginário se quebra neste livro por meio de um excesso de efeitos de real que impressionam pelo absurdo da situação, ao mesmo tempo em que a impressão de absurdo é liminarmente desfeita, num lance contra a banalização do imaginário e a favor de uma consideração mais sensata sobre a concretude da existência humana. O excesso orgíaco do texto romanesco de Arturo Gouveia convida o leitor a no mínimo dois tipos de evocação: um, a música barroca, outro, a obra de Georges Bataille (1897-1962) e suas noções de dispêndio e de erotismo. Essas evocações se unificam na dimensão religiosa em cada detalhe desse livro também ele barroco e exuberante. Tudo é linguagem, tudo é religião, mas o leitor começará a desconfiar dessas verdades quando se perguntar, em meio às astúcias da razão narrativa empenhada aqui, sobre a realidade da juíza, interlocutora constantemente pressuposta do narrador. Entre a ficção literária e a realidade jurídica, não estaria Arturo Gouveia, com essa obra, exigindo um lugar ao lado de Franz Kafka? (Abrahão Costa Andrade)

Contexto da obra

Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Canibalismo de Outono”, de Arturo Gouveia, publicado pela editora Iluminuras, em 2016 e com 228 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.

Editora: Iluminuras

Páginas: 228

Ano: 2016

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8573214945

ISBN13: 9788573214949

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,357
  • Altura (cm): 22,50
  • Largura (cm): 13,50
  • Espessura (cm): 1,00

Sobre o autor

A leitura dos livros de Arturo Gouveia é marcada por uma prosa densa e provocativa, que oscila entre o barroco e o direto, entre o irônico e o sombrio. O ritmo varia do intenso e caótico ao mais contido e reflexivo, sempre com um tom crítico que desafia o leitor a questionar a realidade e as fronteiras entre o real e o imaginário. O humor ácido e o sarcasmo se misturam a temas pesados, como violência, política e existencialismo, criando uma tensão constante que mantém o leitor atento. A narrativa frequentemente joga com a ambiguidade, fazendo o leitor duvidar da confiabilidade dos personagens e da própria história. Em meio a esse jogo de certezas e incertezas, os livros de Arturo Gouveia convidam a uma experiência de leitura que é tanto intelectual quanto emocional, provocando inquietações sobre a condição humana.

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Sobre a editora

Os livros da editora Iluminuras convidam o leitor a uma experiência de leitura que mescla rigor intelectual e sensibilidade estética. O catálogo revela uma predileção por obras que exploram a densidade da linguagem, seja por meio de poesia, ensaios filosóficos ou narrativas literárias que problematizam dilemas éticos e existenciais. A diversidade temática é marcada por textos que transitam entre a reflexão crítica e a expressão artística, com destaque para abordagens que valorizam a complexidade do olhar sobre a arte, a literatura e a condição humana. Em muitos títulos, percebe-se um tom contemplativo, ora introspectivo, ora incisivo, que desafia o leitor a pensar além da superfície dos temas tratados. A editora parece privilegiar obras que dialogam com tradições literárias e filosóficas, mas que também apresentam rupturas e experimentações formais, como o uso do fragmento, do monólogo ou da linguagem poética com forte carga imagética.

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