
Título: Caros Amigos #233: A Primeira À Esquerda
Autor: não informado
Sinopse: Ao abrir esta Caros Amigos, talvez o golpe contra o governo de Dilma Rousseff já tenha chegado a um desfecho, a conclusão do processo de impeachment no Senado, prevista para a segunda quinzena deste agosto. Capa desta edição, Dilma oferece na entrevista uma visão e análises de quem vive por dentro o emparedamento da direita, fazendo bons contrapontos ao que se lê na mídia, mesmo nas análises da esquerda. Uma conversa de mais de 1 hora, que poderia ter de estendido por várias outras para caber todos os temas elencados pelos entrevistadores. Não foi possível devido a outros compromissos da presidente, mas mais que suficiente para uma “geografia do golpe” desenhada por ela própria. As mudanças a partir de junho de 2013, reformas não feitas, como a da mídia; as rupturas das alianças políticas, o papel de Michel Temer e de Eduardo Cunha, entre outros temas. A edição também reúne outras reportagens que passam pelos interesses obscuros – e neoliberais – do golpe. Os ataques do interino às políticas de direitos humanos empreendidas nos últimos vinte anos e a disputa mundial pelo petróleo que no Brasil se expressa em torno de uma única empresa: a Petrobras. O projeto de José Serra que muda a exploração no pré-sal é um prêmio para multinacionais e Estados Unidos, especificamente, país que descobriu, ainda na primeira década dos anos 2000, que corria risco em sua “segurança energética”, “viciados em petróleo” que são, como disse Obama. Fizeram guerras e invadiram países no Oriente Médio, assumiram as empresas petrolíferas na Ucrânia e liberaram o fracking, que, grosso modo, é “tirar óleo de pedra” a um custo alto, sobretudo ambiental – embora na geopolítica do petróleo, foi suficiente para derrubar os preços do barril no mercado mundial e atingir vários “inimigos” ao mesmo tempo, como Rússia, Venezuela e mesmo o Brasil. A militarização da segurança pública, sobretudo no Rio de Janeiro das UPPs e nesses tempos de megaeventos, com homens do exército nas ruas, é outro tema da revista, que desce às raízes do tiroteio contra pobres, sobretudo negros: a persistência do racismo. A reportagem ainda mostra aumento no número de vítimas do Estado, mesmo entre crianças e as reações das comunidades, prensadas entre a luta por direitos básicos e a mira de um fuzil. A revista tem ainda um estudo que avaliou as políticas de gênero das presidentes Dilma, Michelle Bachelet e Cristina Kirshner, uma mudança significativa desde a composição do governo, entre outros elementos diferenciais. O acordo de paz na Colômbia, que deve encerrar décadas de confronto entre governo e Farc, vai também mudar o espectro político com a guerrilha se tornando um partido, o que já esquenta o debate entre forças progressistas e conservadoras naquele país. E ainda um perfil do comandante Fidel Castro, que completa 90 anos, e um retrato da amizade entre dois craques: Sócrates e Casagrande. Boa leitura!
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Caros Amigos #233: A Primeira À Esquerda”, de não informado, publicado pela editora Caros Amigos, em 2016 e com 48 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Caros Amigos
Páginas: 48
Ano: 2016
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13:
Sobre a editora
Os livros da editora Caros Amigos oferecem uma experiência de leitura marcada por análises críticas e detalhadas dos conflitos sociais e políticos contemporâneos. A narrativa frequentemente se ancora em reportagens investigativas e ensaios que exploram temas como violência institucional, corrupção sistêmica e movimentos populares, criando um clima de tensão e urgência. O tom é predominantemente sério e reflexivo, com textos que dialogam com leitores interessados em compreender os bastidores do poder e as dinâmicas das lutas sociais no Brasil e na América Latina. O catálogo revela obras que oscilam entre abordagens mais narrativas, com histórias pessoais e relatos de resistência, e outras mais informativas, com discussões acadêmicas e análises políticas profundas.
