
Título: Cartas a Foucault
Autor: Arantes M.
Sinopse: Talvez possa parecer estranho escrever cartas a alguém que nos deixou. Escrever a Foucault, escrever à obra que ele indica como seus próprios restos, como aquilo que ainda resta dizer, implica, pois, em desdobrá-la em múltiplos sentidos, pertencentes a um tempo que ainda não passou, atestando, portanto, que tudo o que retorna, retorna diferentemente da simples repetição do mesmo. Foucault, assim, deixa sua existência concreta, para se tornar imagem através de sua obra-pensamento, imagem incandescente e inspiradora de nossa própria obra, vivendo em uma terceira margem da qual retiramos nossa crença de que para haver uma conversa sempre é preciso que haja dois para dizer uma só coisa, porque quem a diz é sempre o outro. O livro é um convite aos leitores para que se reúnam a essa conversa que poderá nos dizer que um livro vale mais quando acrescentado, rasurado, quando lhe couber um tudo que ainda não lhe coube. Um livro se faz com leitores que se situam nesse “ainda não” que ele contempla.
Contexto da obra
Na Psicologia, livros como este costumam interessar tanto pela formação quanto pela reflexão que propõem. “Cartas a Foucault”, de Arantes M., publicado pela editora Sulina, em 2014 e com 192 páginas, integra a categoria Livros de Psicologia. Esse enquadramento ajuda a situar melhor a obra entre leitura acadêmica, interesse clínico e reflexão sobre experiência humana.
Editora: Sulina
Páginas: 192
Ano: 2014
Edição: Filosofia
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8520507050
ISBN13: 9788520507056
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,290
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 14,00
- Espessura (cm): 2,00
Sobre a editora
A leitura dos livros da editora SULINA revela um compromisso com obras que exploram temas acadêmicos e culturais com profundidade e rigor, sem abrir mão de acessibilidade para públicos diversos. O catálogo privilegia textos que dialogam com áreas como educação, sociologia, filosofia, comunicação e artes, apresentando reflexões que transitam entre o rigor teórico e a aplicação prática, como em análises sobre música na educação, redes de pesquisa, ou a interface entre literatura e clínica filosófica. A narrativa costuma ser densa, com ritmo que varia entre o ensaístico e o didático, e o tom, em geral, é reflexivo, crítico e aberto a múltiplas interpretações. Há obras que adotam linguagem mais experimental e outras que privilegiam a clareza para facilitar o acesso a temas complexos, indicando uma diversidade editorial que atende tanto leitores acadêmicos quanto interessados em cultura e pensamento contemporâneo.
