
Título: CATÁLOGO DE RESSENTIMENTOS
Autor: Arrage Samir
Sinopse: Talvez eu esteja me equivocando. É tarde, estou cansado, escrevo do jeito que dá, vou terminar aqui, bater esse computador e ir para minha casa, te deixo a cargo da mãe, por hoje chega e acho que chega já faz muito tempo. É confuso te esperar de novo desse lado de fora, feito um guri com medo e com sono, sem acessos a ti, e essa insuficiência, isso de nunca te bastar, de nunca chegar perto das tuas expectativas, e o pior, agora tendo a consciência do que se passa, e tu cego, mudo, iletrado. Não sei, a memória é isso, tão pouca luz, tão pouco a nos mostrar, memória é imaginação, não há tanto assim o que procurar, mas insistimos em puxar do avesso as nossas sombras. Só que sim, penso que sim, imaginando ou seja lá como for, já é hora, pai. Vamos colocar sal nessas aftas.
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “CATÁLOGO DE RESSENTIMENTOS”, de Arrage Samir, publicado pela editora Editora Faria e Silva, em 2023 e com 200 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: Editora Faria e Silva
Páginas: 200
Ano: 2023
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6581275433
ISBN13: 9786581275433
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,300
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 14,00
- Espessura (cm): 2,00
Sobre a editora
Os livros da editora Editora Faria e Silva apresentam um olhar atento às nuances da experiência humana, frequentemente exploradas por meio de narrativas curtas e densas. A ironia e o questionamento existencial aparecem como marcas constantes, especialmente em contos que desvendam o estranho no cotidiano e o transcendente no trivial. O catálogo privilegia histórias que transitam entre o íntimo e o social, com personagens que enfrentam dilemas como o envelhecimento, o amor conflituoso, a memória e a solidão, em cenários ora urbanos, ora atravessados por questões históricas ou políticas. A linguagem tende a ser ágil, com ritmo que conduz o leitor a finais que surpreendem, por vezes com violência simbólica, mas sempre coerentes com o enredo. Há obras que dialogam com a cultura africana de língua portuguesa, ampliando o espectro cultural da editora.
