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Cavalos Selvagens

Título: Cavalos Selvagens

Autor: Leite Corrêa

Sinopse: OLHOS ONÍRICOS DO REAL Romance mágico, literatura de urgência, obra perturbadora, que amplia indentidades, percorre labirintos; uma tour de force sobre a precária condição do humano, in extremis; esboço do flutuar da alma nos organismos do outro lado da vida. É o que se pode dizer de Cavalos selvagens, de Silas Corrêa Leite. Julian Barnes (The lemon table) dizia que “escrever é usar a imaginação, explorar outras vidas”. Cavalos Selvagens conta a dor crucial de um executivo em sua sedentária e exangue vida, e o confronto quase terminal (em local ermo e desprovido de recursos) com outra nova vida, pura, arrebentando viço pueril. No contexto, em louco contraste, o amor, a dor e a resistência se unem, como se somas, em favor de seu único descendente, com fluxo em ligações ancestrais, memórias inventariadas, narrativas ricas dentro do onírico, enfoque algo surreal (ou fantástico) que dá voz decodificadora ao indizível e toca o céu de todas as honras. Cavalos selvagens expõe as contingências e fragilidades da condição humana, num enredo diferenciado, otimizado por uma contação que prende o leitor até a “viagem” para dentro da alma de todas as coisas, quando a natureza humana “visita” a orquestra sagracial da casa dos espíritos, universo fantástico. Rico em significados, o livro inventaria a vã filosofia do homem pós-moderno em ruptura com o mundo em caos. Quadros cênicos, literatura fílmica. Afinal, quem são os selvagens? A imaginação enxerga a alma das coisas. Sonhar preserva a asa desejante da civilização. O que um “pai de gravata”, no emergencial papel de mãe – ou “pãe”, neologismo do roqueiro neoconcretista Arnaldo Antunes –, poderá fazer pela vida de um recém-nascido em situação gravíssima de sobrevivência a qualquer preço, custe o que custar, doa o que doer? Quem chegar ao fim da aventura terá a resposta, pois, como disse Mallarmé: “Tudo na vida existe para acabar num livro”. Antonio T. Gonçalves —————————— “O que chama a atenção no texto de Silas é o prazer que o autor sente em narrar, prazer que se transmite ao leitor como um forte apelo que se espera da verdadeira literatura.” Moacyr Scliar “Cavalos selvagens é um livro de indagações. É um mergulho na fé, uma nova forma de ver o mundo.” Joaquim Maria Botelho —————————— (Trecho do livro): A caixa tinha pregos de diversos tamanhos, parafusos de vários tipos e cabeças, porcas, arruelas, tachinhas e percevejos. E ainda um alicate azul, um pedaço torto de serra-fita, uma régua de madeira carcomida pelo uso, esquadro de plástico manchado de tabaco, uma lupa com nódoas, uma chave inglesa, pedaços de cera, pedaços de giz, pedaços de carvão, uma lixa grossa redonda, pedaços de folhas secas (de rosas vermelhas?), sementes antigas de estrelícias, páginas velhas de calendários, torrões vermelhos de terra, pedaços de vida e morte, figurinhas de esquilos (tiradas de algum álbum, talvez de um gibi antigo em preto e branco), reminiscências.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Cavalos Selvagens”, de Leite Corrêa, publicado pela editora Kotter Editorial, em 2021 e com 304 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Kotter Editorial

Páginas: 304

Ano: 2021

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 6589624542

ISBN13: 9786589624547

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,250
  • Altura (cm): 23,00
  • Largura (cm): 16,00
  • Espessura (cm): 3,00

Sobre o autor

A leitura dos livros de Leite Corrêa é marcada por uma diversidade que vai do íntimo ao social, do concreto ao onírico. Em alguns momentos, o ritmo é intenso e quase urgente, como na narrativa que explora o confronto entre vidas em meio a ambientes ermos e carregados de simbolismo. Em outros, a prosa se detém em detalhes cotidianos, revelando profundidades escondidas na vida comum, com ironia e sensibilidade. O autor também se aventura por textos de caráter crítico e político, com uma linguagem que mistura crônica, teoria e denúncia, oferecendo uma experiência que desafia classificações simples. Essa variedade faz com que o leitor navegue por diferentes tonalidades, ora contemplativas, ora incisivas, sempre com um olhar atento às contradições humanas. Navegar pelo catálogo dos livros de Leite Corrêa é entrar em um universo plural, onde o real e o fantástico se cruzam e onde a literatura se faz instrumento tanto de reflexão quanto de emoção.

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Sobre a editora

Os livros da editora KOTTER EDITORIAL propõem uma experiência de leitura que oscila entre o experimental e o cotidiano, com um forte viés poético e crítico. A linguagem varia do lirismo desconstruído ao humor ácido, passando por narrativas que exploram conflitos íntimos e sociais em contextos urbanos e históricos. O catálogo revela uma predileção por obras que desafiam formas tradicionais, seja na poesia que dialoga com vanguardas e concretismo, seja na prosa que investiga personagens complexos e situações ambíguas. Há também espaço para ensaios sociológicos e políticos que refletem sobre o Brasil contemporâneo, sempre com um olhar atento às tensões culturais e históricas.

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