
Título: Cecília que amava Fernando
Autor: Caio Riter
Sinopse: Olho para a rua. Lá fora, um sol forte, um céu azul, um nada de nuvens. Aqui dentro, um quadro-negro cheio de fórmulas, um bando de gente querendo ingressar na faculdade, um adolescente (eu, no caso) com vontade de sumir. Ou de derreter, como os relógios do Dalí, e ir fugindo como água que se infiltra na terra e ninguém vê. Ninguém vê ______________________________ Entro no banheiro, me tranco no box e choro choro choro choro, choro tanto, choro as minhas dores e todas as dores de quem sofreu com a bomba atômica, de quem morreu na Guerra do Vietnã, de quem perdeu amigos e parentes no 11 e setembro. Choro a morte de todos os indígenas brasileiros. Choro a destruição da biblioteca de Alexandria. Choro o Holocausto. Choro a minha desgraça e a desgraça alheia. Choro meus pre- conceitos e todos os que existem no mundo (e também os que ainda vão existir). Choro. ________________________________
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Cecília que amava Fernando”, de Caio Riter, publicado pela editora Edelbra, em 2021 e com 128 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Edelbra
Páginas: 128
Ano: 2021
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6557500201
ISBN13: 9786557500200
Sobre a editora
Os livros da editora Edelbra oferecem uma experiência de leitura marcada por narrativas que transitam entre o universo infantil, o cotidiano familiar e reflexões pessoais. O catálogo privilegia histórias com personagens jovens ou crianças, muitas vezes em situações de aventura, fantasia ou descobertas emocionais, como o enfrentamento de medos, a relação entre pais e filhos e o amadurecimento. A linguagem varia do lúdico e divertido ao sensível e irônico, com textos que podem ser curtos e diretos ou mais elaborados, contemplando desde contos ilustrados até narrativas em forma de crônicas e memórias. Observa-se também um interesse por temas culturais e educativos, que dialogam com o público infantojuvenil e com leitores interessados em abordagens didáticas e artísticas.
