
Título: Chão de Meninos
Autor: Zélia Gattai
Sinopse: Lançado no ano em que Jorge Amado completou oitenta anos de idade, Chão de meninos retoma os temas que guiaram Zélia Gattai em sua travessia do mundo. Em primeiro lugar, a paixão por Jorge. Depois, a fé, às vezes vacilante, mas sempre forte, no socialismo. E, por fim, o amor incondicional pelos amigos, a aposta, sem receio, nos outros. O mundo de Zélia é filtrado pelos sentimentos de Jorge. Quando narra a morte de Stálin, mais do que relatar a perda de um ícone, ou expressar a própria dor, é na desorientação de Jorge que ela se detém - assim como se dedica a cuidar da perplexidade dele quando, reveladas as atrocidades, ambos se decepcionam com o líder russo. Na primeira vez em que embarcam em um DC-7 da Panair, mesmo maravilhada com o novo avião, ela se angustia diante do pânico do marido. Ao contar a morte de Graciliano Ramos, é da aflição de Jorge diante da morte que ela nos fala. Guiada sempre pelo olhar do outro, Zélia preferiu o lado discreto da sombra. Desse modo, tornou-se uma mulher notável, capaz de fazer do outro um espelho, e de se ver até em um menino que, descalço, pisa o chão.
Contexto da obra
Nas biografias, obras como esta costumam chamar atenção pelo encontro entre trajetória pessoal e contexto histórico. “Chão de Meninos”, de Zélia Gattai, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2011 e com 240 páginas, integra a categoria Livros de Biografias. Por isso, o livro tende a ganhar mais profundidade quando o leitor observa também o mundo que se desenha ao redor da trajetória narrada.
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 240
Ano: 2011
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8535918663
ISBN13: 9788535918663
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,307
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 14,00
- Espessura (cm): 1,30
Sobre a editora
Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.
