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Chet Baker Pensa na Sua Arte

Título: Chet Baker Pensa na Sua Arte

Autor: Enrique Vila-Matas

Sinopse: «É meia-noite, em fundo toca Bela Lugosi’s Dead, do grupo Nouvelle Vague, e nem sequer a música me impede de pensar nessa realidade “bárbara, brutal, muda, sem significado, das coisas” de que falava Ortega. Olho pela janela e vejo a vida inerte, e parece-me que esse tipo de realidade bárbara e muda é especialmente percebida hoje por quem – como já Musil pensava – acha que no mundo não existe já a simplicidade inerente à ordem narrativa, essa ordem simples que consiste em poder dizer às vezes: “Depois de aquilo ter acontecido aconteceu isto, e depois aconteceu outra coisa, etecetera”. Tranquiliza-nos a simples sequência, a ilusória sucessão de factos. No entanto, há uma grande divergência entre uma confortável narração e a realidade brutal do mundo. “Tudo se tornou agora narrativo”, dizia Musil, frequentador de um universo multidimensional, fragmentário, de um mundo sem possibilidades reais de aceder a uma ordem como a que por acaso alguma vez poderia ter existido e que Rilke pensou entrever em As Anotações de Malte Laurids Brigge: “Que se narrasse, o que se diz narrar, isso deve ter-se feito noutros tempos. Eu nunca ouvi ninguém narrar.»

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Chet Baker Pensa na Sua Arte”, de Enrique Vila-Matas, publicado pela editora Teodolito, em 2013 e com 136 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Teodolito

Páginas: 136

Ano: 2013

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13: 9789898580139

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Enrique Vila-Matas é um convite a um território onde a literatura se mistura com o silêncio, a ausência e a reflexão sobre o próprio ato de escrever. Sua prosa, ora densa e irônica, ora fragmentada e ensaística, constrói personagens que parecem à beira do abismo, navegando entre o vazio e a criação. O ritmo varia entre o contemplativo e o inquietante, com uma tensão que não se resolve facilmente, deixando no leitor a sensação de estar diante de um jogo literário que questiona a autoria, a identidade e o sentido da narrativa. Em muitos momentos, a experiência é marcada por uma ironia fina e um humor sutil, que dialoga com a melancolia e o mistério. Os livros de Enrique Vila-Matas exploram a fronteira entre o real e o imaginário, entre a literatura e a vida, propondo uma leitura que exige entrega e atenção aos detalhes.

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