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Cinquenta Poemas

Título: Cinquenta Poemas

Autor: Gérard de Nerval

Sinopse: Gérard de Nerval, ao lado de Poe e Baudelaire, é uma das mais estranhas culminâncias da civilização europeia que chega à metade do século XIX. Nos seus poemas, dá-se a um só tempo o esgotamento das formas clássicas, sua constrição e expansão máximas no empenho de expressar arquétipos e mitos essenciais à visão de mundo do seu criador, como o divórcio (ou a viuvez) maior entre os resultados estéticos ou técnicos alcançados e a situação existencial, humana, contingente do poeta. Aquela atinge o ápice de uma glória quase sobrenatural e, desse modo, extravagante, burlesca; este mergulha no inferno depressivo, na tragédia voluntária e inelutável. Mas, ao contrário dos outros dois irmãos gigantes assinalados, que contribuíram ativamente para mudar o rumo da literatura ocidental, imprimindo-lhe a riqueza de um realismo já crítico e fantástico, Nerval se fecha sobre si mesmo, é solitário por excelência, sequer parece considerar tanto a sua contemporaneidade quanto a sua posteridade, e mal se recordaria se não tivesse surgido em terra e língua fecundas, abertas à experiência nova, ao trato original da criação estética.

Contexto da obra

Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Cinquenta Poemas”, de Gérard de Nerval, publicado pela editora Ateliê, em 2013 e com 144 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.

Editora: Ateliê

Páginas: 144

Ano: 2013

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8574806595

ISBN13: 9788574806594

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Gerard de Nerval é uma imersão em um universo onde o lírico e o sombrio se entrelaçam numa prosa e poesia que oscilam entre o sonho e a realidade angustiante. O ritmo pode ser ora contemplativo, ora marcado por uma tensão quase sufocante, refletindo o mergulho do autor em suas próprias inquietações existenciais. A experiência é marcada por personagens que parecem presos entre o mundo visível e o invisível, revelando uma busca pela reconstrução do eu através de símbolos, mitos e imagens oníricas. A escrita, por vezes densa e cheia de camadas, convida o leitor a se perder em espirais narrativas e a questionar a fronteira entre o real e o imaginário. Essa tensão entre o isolamento do autor e sua capacidade de criar um universo estético singular é um traço constante nos livros de Gerard de Nerval.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Ateliê convidam o leitor a um mergulho que transita entre a literatura, a arte e o pensamento crítico, com uma atenção especial à dimensão ética e cultural. O catálogo apresenta obras que dialogam com a poesia, o ensaio e a narrativa ficcional, muitas vezes explorando a interseção entre texto e imagem, como nas xilogravuras que acompanham poemas ou contos. A leitura costuma ser densa, com um tom reflexivo e, por vezes, poético, que exige do leitor uma atenção cuidadosa aos detalhes e às nuances do estilo. Há uma presença marcante de temas ligados à formação cultural, à história da literatura e à psicanálise, além de um interesse pela preservação e valorização do livro enquanto objeto e símbolo. O material de apresentação indica uma diversidade que vai do relato pessoal à análise crítica, com obras que podem ser mais narrativas ou outras mais ensaísticas, mas sempre com uma linguagem elaborada e um ritmo que privilegia a reflexão.

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