
Título: Clube dos corações solitários
Autor: André Takeda
Sinopse: A literatura pop não é apenas a correspondente escrita da música pop, no sentido do consumo rápido e do tratamento direto. Ao longo de décadas, desde J.D. Salinger, passando por Douglas Copland e Nick Hornby e chegando até este Clube dos corações solitários, ela representa uma linhagem. A linhagem dos escritores que tentaram capturar um modo fugidio,um jeito como que "virgem" de estar no mundo. Aquela tênue passagem da irresponsabilidade suposta da adolescência para a vida adulta - seja lá em que idade isso aconteça...E, principalmente, a definição de até que ponto essa entrada significa uma rendição ao mundo,ou, ao contrário, uma tentativa de amoldar o mundo a essa sensibilidade aflorada. A melancolia, a "infelicidade cultivada" da música pop, um aborto, um adiamento da questão profissional através de um "MacEmprego", montar uma banda, mergulhar em café, simplesmente querer sumir de desespero e amargura. Com este Clube não é diferente. O descompasso aparente entre a irrelevância dos acontecimentos e a intensidade dilacerada dos sentimentos é a própria essência dessa percepção.Um mundo pouco prático - segundo os "adultos" e os cínicos. Uma brecha para um mundo mais leve - enquanto nossos "garotos" e "garotas" não desistirem de adaptar o mundo, em vez de se adaptar a ele.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Clube dos corações solitários”, de André Takeda, publicado pela editora Conrad, em 2001 e com 194 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Conrad
Páginas: 194
Ano: 2001
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
ISBN13: 9788587193520
Sobre a editora
Os livros da editora Conrad costumam apresentar narrativas que transitam entre o fantástico, o histórico e o cultural, muitas vezes com um tom gráfico ou visual marcante. O catálogo traz desde histórias que exploram tragédias reais, como massacres políticos, até aventuras urbanas e mistérios ambientados em cidades imaginárias ou subterrâneas. Há uma presença significativa de quadrinhos, mangás e graphic novels, que mesclam ação, fantasia e dramas pessoais, além de obras que dialogam com a cultura pop, música e videogames. A leitura tende a variar entre o mais narrativo e o mais informativo, com textos que ora exploram a dimensão emocional dos personagens, ora apresentam reflexões filosóficas e sociais. A Conrad parece privilegiar histórias que envolvem conflitos intensos, sejam eles internos, sociais ou sobrenaturais, com um ritmo que pode ser tanto ágil quanto contemplativo, dependendo da obra.
