
Título: Compaixão
Autor: Alexandre Marques Cabral
Sinopse: A potência transformadora da compaixão está diretamente ligada à desnaturalização do sofrimento. Como mostra Alexandre Cabral em 'Compaixão e revolta', sofrimento não é dor. Dores acontecem no tecido da vida dos seres que experimentam de alguma forma os contornos de sua finitude, ainda que seja somente através do desprazer e do medo. Sofrimento, contudo, é outra coisa. Levando em conta um referencial budista fenomenologicamente compreendido, Cabral mostra assinala que o sofrimento nunca é 'natural', razão pela qual é preciso respondê-lo à altura. Ora, não somente seres humanos sofrem. Os viventes em geral são passíveis de sofrimento, exatamente como pensou a tradição budista por meio da noção de seres sencientes. Por isso, ser interpelado pelo sofrimento é condição para que um conjunto de ações possa ser empreendido com vistas ao favorecimento do singular sofredor e da rede da existência, na qual os viventes existem. É a compaixão que permite não somente entrar em contado com a não naturalidade do sofrimento, como também rejeitar sua perpetuação. A revolta, por sua vez, é a postura aberta pela compaixão: em face do sofrimento iníquo, a revolta aparece como um modo estrutural de resistir à naturalização da iniquidade. Esse é o tema central do terceiro volume da coleção Afetos Acabamento: Brochura. Peso: 211g. Dimensões: 23 x 16 x 1.
Contexto da obra
Dentro do catálogo, este livro pode ser situado a partir do tema, da autoria e da proposta editorial. “Compaixão”, de Alexandre Marques Cabral, publicado pela editora Via Verita, em 2021 e com 173 páginas, integra a categoria Filosofia. Esse enquadramento pode tornar mais clara a proposta do livro e o tipo de interesse que ele costuma despertar.
Editora: Via Verita
Páginas: 173
Ano: 2021
Edição: 1ª EDIÇÃO
Linguagem: Português
ISBN:
ISBN13: 9786588337103
Sobre a editora
Os livros da editora Via Verita costumam convidar o leitor a um mergulho denso no pensamento filosófico e na reflexão sobre o existir, a partir de textos que exploram as tensões entre o humano e o mundo. A experiência de leitura frequentemente envolve um ritmo mais contemplativo, com obras que dialogam com a fenomenologia, a hermenêutica e a crítica social, apresentando tanto análises rigorosas quanto documentos históricos e correspondências que revelam dilemas pessoais e coletivos. O catálogo sugere uma atenção especial às questões da subjetividade, da finitude e das condições sociais da existência, com textos que oscilam entre o ensaio acadêmico e a escrita reflexiva, por vezes marcada por um tom sério e meditativo. Via Verita traz um repertório que pode ser ao mesmo tempo desafiador e enriquecedor, direcionado a leitores interessados em pensar profundamente o ser e suas contradições.
