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Conservadorismo

Título: Conservadorismo

Autor: J.P. Coutinho

Sinopse: A ambição deste ensaio é mostrar como é possível construir uma «melodia conservadora» contemporânea em torno de conceitos como «imperfeição humana», «pluralismo», «tradição», «reforma» e «sociedade comercial». «Conservadorismo: quando alguém é acusado de sofrer da maleita, não se pretende afirmar que a infeliz criatura adere a um conjunto válido e racional de ideias ou valores que definem uma ideologia política. Ao conservador não se aplica o mesmo tipo de tolerância ética ou epistemológica que se concede ao liberal, ao socialista e até, Deus seja louvado, ao comunista impenitente. O conservador é outra história. Um imobilista, dirão alguns: alguém que se opõe à mudança, a qualquer mudança, porque assim determina a sua viciosa personalidade. Ou então é um reaccionário, dirão outros: alguém que não apenas se opõe à mudança, a qualquer mudança, como pretende revertê-la de forma a regressar a um paraíso perdido que, aos olhos nostálgicos do reaccionário, é simplesmente o avesso de um mundo que se encontra do avesso. Para o fanatismo progressista, o conservador não é uma alma que persiste no erro. É, resumidamente, um herege. E não será de excluir, seguindo as lições do preclaro Theodor Adorno em The Authoritarian Personality (1950), que se escondam outros vícios por detrás da heresia: uma personalidade com inclinação para o autoritarismo e, já no século XX, para as experiências fascistas que destroçaram a Europa. Recapitulando: conservador, imobilista, reaccionário, autoritário, fascista. Para quê perder tempo com pormenores? Este livro procura perder tempo com pormenores. Porque se Deus está nos detalhes, o demónio também está. As caricaturas que usualmente distorcem o conservadorismo que aqui se apresenta só podem ser explicáveis, mas não justificáveis, por ignorância ou má-fé.»

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Conservadorismo”, de J.P. Coutinho, publicado pela editora Dom Quixote, em 2014 e com 192 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Dom Quixote

Páginas: 192

Ano: 2014

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13: 9789722054881

    Sobre a editora

    Os livros da editora Dom Quixote costumam oferecer uma experiência de leitura que mescla densidade histórica e humana, frequentemente explorando os efeitos do passado sobre a vida individual e coletiva. O catálogo apresenta narrativas que transitam entre o íntimo e o político, com personagens que enfrentam dilemas morais, memórias dolorosas e transformações sociais, seja em contextos de guerra, regimes autoritários ou mudanças culturais profundas. O tom varia do contemplativo ao tenso, com histórias que vão do romance histórico ao thriller, passando por relatos de sobrevivência e ficção especulativa. A linguagem tende a ser elaborada, convidando o leitor a uma reflexão cuidadosa, e o ritmo pode oscilar entre o meditativo e o urgente, conforme o tema.

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