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Coreografia de danados

Título: Coreografia de danados

Autor: Whisner Fraga

Sinopse: Você está abrindo um bom livro. É estreia e é de primeira qualidade. O autor tem café no bule, isto é, tem o que dizer e sabe como fazê-lo. Quem não tiver tempo de ler de cabo a rabo este livro, vá ao conto Vila Pureza e leia a história da universitária que é também garota de programa. Mas leia toda a narrativa, do começo ao fim. Duvido, depois disso, de que não queira ler os outros contos. Nossas letras vivem a fase mais exuberante de sua história. Infelizmente, porém, a mortalidade infantil grassa também entre os livros nascituros. Não deixe este livro sem leitores. Com efeito, enquanto alguns universitários, inclusive de Letras, passam longe de bibliotecas e livrarias, um deles vai bem mais longe e, além de ler, começa a escrever. Vários deles vêm fazendo percurso semelhante. Em resumo, há vida inteligente na universidade e fora dela. E há também quem tenha sensibilidade para captar os sutis dilemas da moçada, suas perdas, descaminhos e atrapalhos, expressando-os com ousadia. narra as peripécias de uma menina que pode estar bem mais próxima do que pensamos. Abandonada, faz o seu caminho utilizando o sexo como forma de ascensão social e escape da vida que lhe foi destinada por condição social e biografia. Lembra a Lúcia McCartney do livro homônimo de Rubem Fonseca. Aliás, é o autor que mais tem influenciado os inéditos que me chegam às mãos. Consciente ou inconscientemente, o autor que ficou mais tempo proibido nos anos pós-1964 com o seu é quem mais tem mexido na dieta de leitura daqueles que juntam ao gosto de ler o raro deleite de também escrever. Prefácio é para dizer poucas palavras, quase dispensáveis. Como disse Cervantes, . Whisner Fraga, como outros bons escritores, surge com as mãos sujas. Meteu-se a revelar a face escura da condição humana, envolta em tantos sutis disfarces. O fato de o autor ser meu aluno é mais um doce maná a cair do céu nesses anos em que atravessamos o deserto brasileiro em busca da terra prometida, onde não haverá analfabetismo e todos poderão comprar livros como se adquire o pão nas padarias.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Coreografia de danados”, de Whisner Fraga, publicado pela editora Ficções, em 2012 e com 112 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Ficções

Páginas: 112

Ano: 2012

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8562226130

ISBN13: 9788562226137

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Whisner Fraga é marcada por uma prosa que oscila entre a intensidade poética e a crueza da realidade, criando um contraste que prende o leitor. Sua escrita traz uma densidade emocional que se manifesta tanto no lirismo delicado quanto na aspereza dos temas abordados, como a perda, o deslocamento e a marginalização. O ritmo varia entre narrativas curtas e incisivas, quase aforísticas, e relatos mais longos que exploram a memória e a identidade com profundidade. A tensão nasce do embate entre o íntimo e o social, onde personagens muitas vezes se veem confrontados com a solidão, o exílio ou a violência cotidiana. Em seus livros, Whisner Fraga convida o leitor a refletir sobre as formas de estranhamento e pertencimento, com uma linguagem que desafia e seduz, sem concessões fáceis.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora FICÇOES convidam a uma experiência de leitura marcada por uma linguagem que transita entre o poético e o narrativo, com histórias que exploram tanto o mistério quanto a complexidade das relações humanas. O catálogo sugere uma preferência por enredos que mesclam realismo e fantasia, muitas vezes com personagens que enfrentam dilemas existenciais ou situações de transformação, seja no âmbito pessoal, social ou histórico. A variedade de vozes inclui desde contos com suspense e tensão até narrativas que brincam com o imaginário infantil e a linguagem lúdica, revelando um interesse por textos que desafiam o leitor a refletir sobre identidade, memória e o cotidiano. Em alguns casos, o tom é mais introspectivo e denso, enquanto em outros prevalece uma leveza que aproxima o público jovem e infantil.

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