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Coronavírus nas Aldeias

Título: Coronavírus nas Aldeias

Autor: Olívio Jekupé

Sinopse: Em 1500, fomos invadidos por estranhos que, mais tarde, soubemos que eram portugueses. Vieram de um jeito diferente, em máquinas, caravelas, vestidos de roupas bem sujas e fediam muito. Traziam algo que nossos povos, à época, não conheciam: doenças que não existiam em nossas terras e que mataram muitos dos nossos parentes. Mas nada poderia ser feito, pois não conhecíamos a cura. Em 2019, surgiu mais uma doença, desta vez na China, que recebeu o nome de COVID-19 ou Coronavírus e começou a se espalhar pelos países da Ásia, Europa e logo chegou nas Américas. O mundo buscava uma vacina contra essa doença, mas enquanto a vacina não existia, muitos morreram, inclusive muitos dos nossos parentes indígenas e, entre eles, grandes lideranças. Sei que é assustador, mas não devemos ficar tão assustados, porque desde 1500 somos atacados por doenças, inclusive outras doenças até piores do que esse Coronavírus e, mesmo morrendo tanta gente, conseguimos sobreviver até os dias de hoje. Tenho certeza de que nossos povos irão vencer mais essa guerra, com suas lutas, através da fé em seus rituais.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Coronavírus nas Aldeias”, de Olívio Jekupé, publicado pela editora UEPG-PROEX, em 2023 e com 64 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: UEPG-PROEX

Páginas: 64

Ano: 2023

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 6586967708

ISBN13: 9786586967708

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Olivio Jekupe conduz o leitor a um universo onde a tradição oral indígena ganha forma escrita e visual, com narrativas que oscilam entre o íntimo e o coletivo. O tom é ao mesmo tempo respeitoso e envolvente, com ritmo que varia do contemplativo das lendas ancestrais ao pulsar urgente das histórias de resistência e identidade. A prosa privilegia a preservação cultural, trazendo personagens que vivem entre a memória e o presente, entre o sagrado e o cotidiano. Há uma tensão constante entre o passado que se mantém vivo e os desafios atuais das comunidades indígenas, revelando uma escrita que é também um ato de ativismo. Essa experiência convida à reflexão sobre pertencimento, ancestralidade e luta, em uma voz que se constrói na pluralidade das gerações da família Jekupe.

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