
Título: Corpos, Fendas e Fronteiras
Autor: Ana Carolina Francisco
Sinopse: O inesperado, fendas na linguagem que se abrem em desmoronamentos, a respiração, o rito e seu gosto pelas palavras. Memórias impressas no corpo de ancestralidades, enquanto fala de um agora, seu tempo. Ana sabe fazer perguntas, não tem medo de sentir e escreve no cropo seus riscos e rasgos de pele viva. Nos poemas de Ana há sempre um rio. Fronteiras para transbordar na tensão dos tons quando andarilha entre cidades. Na borda da relação com outra cultura quando em paisagem inglesa. Um corpo que ainda não se conformou quando se desgarra e vai para o mundo. Ela não tem meias palavras, seu corpo é um inteiro que se despe na descoberta de si. Onde seu chão é mãe, avó e terra. Na dor ou no encontro cmo outro dcorpo, descobre a vida. Sua lingúa precisa de garganta, e útero, e suor, e pele. A menina que se abre a boca para ver constelações. O corpo que se diz pergunta na descoberta amorosa. E a palavra passa pelos poros. Nos escombros ela constrói. E sua fala-poema leva mulheres e meninas que estão com ela, na intimidade dos corpos que se veem.
Contexto da obra
Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Corpos, Fendas e Fronteiras”, de Ana Carolina Francisco, publicado pela editora Letramento, em 2021 e com 84 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.
Editora: Letramento
Páginas: 84
Ano: 2021
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6559321827
ISBN13: 9786559321827
Sobre a editora
Os livros da editora LETRAMENTO trazem narrativas e estudos que exploram temas sociais urgentes e pessoais com uma linguagem acessível e, por vezes, poética. O catálogo revela um interesse por histórias que dialogam com a realidade brasileira, abordando desde a violência e exclusão até processos de cura e esperança. Há obras que investigam a experiência humana em suas múltiplas dimensões — como a infância, a adolescência, o amor e a solidão —, além de textos que refletem sobre o direito, a cultura e a memória. O tom varia entre o sensível e o crítico, com ritmo que ora convida à reflexão, ora envolve o leitor em tensão e emoção.
