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Crônicas de Nuestra América

Título: Crônicas de Nuestra América

Autor: augusto boal

Sinopse: “Crônicas de nuestra América” é um de seus primeiros livros e onde a crítica social se mostra mais tênue, como coadjuvante do humor que povoa divertidas crônicas passadas em diferentes locais da América Latina como, por exemplo, a de um sujeito que resolve trocar a esposa por uma motocicleta. Vale notar que as histórias aqui, embora partam de um pressuposto verossímil, logo adentram num campo fantástico, não tanto mágico mas mais focado no absurdo. Influência do Garbo ou de Cortázar? Possível. Acrescente resquícios críticos ao autoritarismo torpe tão infelizmente comum ao nosso continente e temos um apanhado cômico e humano de nós e de nuestros hermanos latinos. Acredito que de todas as obras com o selo Pasquim de qualidade, esta foi a que mais me fez rir. Augusto Boal (1931-2009) é um escritor brasileiro que deveria ser mais conhecido. Importante dramaturgo, é um dos idealizadores do chamado Teatro do Oprimido, onde o texto teatral serviria como instrumento de emancipação social, na esfera política, social (educação, sistema prisional, saúde mental), bem como do Teatro de Arena, que buscava uma identidade nacional para o teatro, com forte crítica à sociedade vigente. Boal é estudado e traduzido em várias partes do mundo.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Crônicas de Nuestra América”, de augusto boal, publicado pela editora Codecri, em 1977 e com 168 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Codecri

Páginas: 168

Ano: 1977

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Augusto Boal é um convite intenso para repensar o papel do teatro e da arte na transformação social. A prosa combina relatos pessoais, análises teóricas e experiências práticas, criando um ritmo que oscila entre o relato direto e a reflexão crítica. Há uma tensão constante entre o humor irônico e a gravidade dos temas abordados, como opressão, política e resistência. O leitor é levado a visualizar cenas de intervenção teatral que rompem a passividade do espectador, transformando-o em protagonista ativo. O tom varia entre o íntimo e o coletivo, entre a denúncia e a esperança, revelando um autor que não se limita a entreter, mas estimula a ação e a mudança.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Codecri trazem uma leitura que mescla narrativa com análise crítica, frequentemente explorando temas sociopolíticos e culturais brasileiros com um olhar atento aos detalhes. O catálogo revela obras que transitam entre o relato jornalístico e a literatura, com textos que vão do depoimento pessoal à crônica, passando por investigações e reflexões históricas. O tom costuma ser direto, por vezes irônico ou contundente, com uma linguagem que privilegia a clareza e a densidade temática. Há uma presença marcante de conflitos reais, como sequestros, guerras, e episódios históricos, que se desenrolam em cenários urbanos e regionais do Brasil, criando um clima de tensão e envolvimento.

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