
Título: Curare: Etnopoesia
Autor: Ricardo Corona
Sinopse: ''''Curare'''' é um livro de etnopoesia. Trata-se de um poema dividido em fragmentos autônomos que se relacionam com um lugar étnico-afetivo - Entxeiwi. Com essa expressão, que se avizinha a ''''bom-dia'''', Tikuein, apelido de José Luciano da Silva, Nhangoray (Mão Pelada), seu nome indígena (do grupo Xetá), falecido em 2009 e um dos últimos falantes da língua Xetá, iniciava uma conversa com o espelho. É com esse lugar étnico-afetivo que o poema se relaciona, lugar que foi rito oral e exercício-limite para alguém que se encontrava como um dos últimos falantes de uma língua.
Contexto da obra
Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Curare: Etnopoesia”, de Ricardo Corona, publicado pela editora Iluminuras, em 2000 e com 176 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.
Editora: Iluminuras
Páginas: 176
Ano: 2000
Edição: Literatura Estrangeira
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8573213639
ISBN13: 9788573213638
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,446
- Altura (cm): 23,00
- Largura (cm): 16,00
- Espessura (cm): 1,00
Sobre a editora
Os livros da editora Iluminuras convidam o leitor a uma experiência de leitura que mescla rigor intelectual e sensibilidade estética. O catálogo revela uma predileção por obras que exploram a densidade da linguagem, seja por meio de poesia, ensaios filosóficos ou narrativas literárias que problematizam dilemas éticos e existenciais. A diversidade temática é marcada por textos que transitam entre a reflexão crítica e a expressão artística, com destaque para abordagens que valorizam a complexidade do olhar sobre a arte, a literatura e a condição humana. Em muitos títulos, percebe-se um tom contemplativo, ora introspectivo, ora incisivo, que desafia o leitor a pensar além da superfície dos temas tratados. A editora parece privilegiar obras que dialogam com tradições literárias e filosóficas, mas que também apresentam rupturas e experimentações formais, como o uso do fragmento, do monólogo ou da linguagem poética com forte carga imagética.
