
Título: Cybersenzala
Autor: JAIR FERREIRA DOS SANTOS
Sinopse: 'Sobre a cabeceira da cama, onde havia antes um quadro com divindades e elefantes indianos cheio de vermelhos e dourados para todo lado, estava agora uma daquelas gordotas do Botero, imensa, rosada, estendida em nu frontal sobre lençóis. Sua sensualidade obtusa e sua melancolia furtivamente irônica mostravam o quanto as gordas podiam juntar, até para um tapado em pintura feito eu, pesia à insolência.' 'Ela parecia, como a maioria dos brasileiros, cheia de energia frustrada.' 'Tôni, claro, detestava o trabalho, adorava o dinheiro. Não eram no entanto as posses nem o poder dos ricos que o mobilizavam, sentia-se atraído antes pelos cenários, as solenidades da riqueza com seus rituais, mulheres, jóias, roupas, objetos e gestos radiantes congelados no limite do ofuscamento. Nele, em algum núcleo mole onde boiava a palavrachique, vicejava a ilusão de que somente entre os bacanos parecia estar a verdadeira vida, que devia ser uma sucessão de momentos excepcionais.'
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Cybersenzala”, de JAIR FERREIRA DOS SANTOS, publicado pela editora BRASILIENSE, em 2006 e com 176 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: BRASILIENSE
Páginas: 176
Ano: 2006
Edição: 1
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8511001042
ISBN13: 9788511001044
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,300
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 14,00
- Espessura (cm): 1,00
Sobre a editora
Os livros da editora BRASILIENSE convidam a uma imersão em temas históricos, sociais e culturais com abordagem analítica e narrativa densa. O catálogo privilegia obras que exploram desde a formação das cidades e sistemas econômicos até movimentos sociais e transformações políticas, sempre com um olhar crítico e fundamentado. A leitura costuma exigir atenção aos processos históricos e sociais, com textos que mesclam didatismo e reflexão, abordando desde o feudalismo até a industrialização e lutas operárias. Há também espaço para narrativas que exploram memórias pessoais e coletivas, às vezes com um tom mais intimista ou literário, o que indica uma diversidade que vai do ensaio histórico ao relato ficcional e poético.
