
Título: Dagon: Adaptação em Quadrinhos
Autor: H. P. Lovecraft
Sinopse: Adaptação de um dos primeiros contos de H.P. Lovecraft, lançado na Weird Tales em Outubro de 1923. Os Estados Unidos entraram na Grande Guerra em abril de 1917. O país vendeu uma grande quantidade de insumos de guerra para a Tríplice Entente (formada pelo Império Britânico, França e Rússia) e quando o conflito ameaçou tomar um rumo que acabaria com a derrota de seus fregueses – que não teriam mais como pagar suas dívidas, pois estariam quebrados – os Estados Unidos decidiram interferir. Seja como for, a Grande Guerra deixou uma marca profunda no imaginário dos estadunidenses. Mas aqueles que voltaram, contaram histórias que eram um choque de realidade para os pretensos soldados sonhadores: a guerra era apenas dor, morte e um matadouro de seres humanos em escala industrial. Sem falar nos traumas sem fim que só podiam ser aplacados com doses cavalares de morfina. E foi com estes relatos em mente que Lovecraft escreveu Dagon, em julho de 1917. E foi há um século atrás, na edição de outubro de 1923, que a revista Weird Tales dava início a uma de suas parcerias mais bem sucedidas ao publicar pela primeira vez um conto de um autor que contava na época com 33 anos. Mas foi apenas quatro anos depois, nas páginas daquela que um dia se tornaria a revista pulp mais importante de todos os tempos, que “Dagon” ganharia notoriedade e impulsionaria de vez a carreira de H.P. Lovecraft. Considerada por muitos a primeira história a contemplar a extensa mitologia criada pelo autor, e sem dúvida um ponto de virada em sua carreira, Dagon foi o pontapé inicial do famoso cidadão de Providence na longínqua insanidade que daria origem a narrativas marcantes como o famoso O Chamado de Cthulhu e A Sombra sobre Innsmouth. Aliás, muitos elementos que se tornariam marca registrada do mestre do horror cósmico já estão presentes no conto, desde a narrativa epistolar e de caráter científico, passando a impressão de algo crível, até o suspense e elementos de horror submarinos e relacionados a seres das profundezas, além de cultos profanos e cidades submersas que emergem do oceano para levar a frágil mente humana a um frenesi de loucura sem volta. Na adaptação desta obra secular que você vai ler aqui, tais palavras e as imagens bestiais que elas suscitam foram preservadas e reimaginadas pela dupla de quadrinistas Jussara Nunes e Rafael Danesin. Ela como roteirista, ele como desenhista, ambos resgatam a história do jovem e anônimo marinheiro lovecraftiano que, em plena Primeira Guerra Mundial, inadvertidamente encalha em uma ilha não-mapeada palco de horrores dignos do lirismo de Coleridge e das gravuras de Doré. Entre lodo negro, peixes apodrecidos e monólitos ciclópicos, nossos conterrâneos entregam uma nova roupagem àquilo que foi evocado na Nova Inglaterra cem anos atrás.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Dagon: Adaptação em Quadrinhos”, de H. P. Lovecraft, publicado pela editora Independente, em 2022 e com 52 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Independente
Páginas: 52
Ano: 2022
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6500591801
ISBN13: 9786500591804
Sobre a editora
Os livros da editora Independente costumam explorar narrativas centradas em dramas pessoais intensos, com personagens que enfrentam perdas, conflitos internos e relações complexas. A experiência de leitura frequentemente envolve emoções fortes, como superação, segundas chances e confrontos com o passado, em cenários que vão desde ambientes urbanos contemporâneos até mundos de fantasia e contextos históricos. O tom varia entre o romântico, o dramático e o suspense, com histórias que podem ser tanto mais introspectivas e sentimentais quanto carregadas de tensão e mistério. O catálogo revela uma diversidade de estilos, incluindo desde contos curtos e coletâneas até romances longos e séries, com uma linguagem acessível que privilegia o envolvimento emocional do leitor.
