
Título: Daquilo Que Eu Sei: Tancredo E A Transição Democrática
Autor: Fernando Lyra
Sinopse: “Aprendi a construir no dia-a-dia um dia diferente do outro, cada dia um dia especial é único. Uma ação necessariamente transformava outra, traço impeditivo de rotinas e planejamentos à longo prazo, e assim a minha estrada foi construída sem mapas, nem guias, nem calendários.” Fernando Lyra No Brasil, costumamos considerar vitoriosos os que vencem eleições. Perdemos a capacidade de só dar este título aos que mudam o país conforme os rumos que defende. Fernando ganhou muitas eleições, mas ele é vitorioso porque venceu a luta pela derrubada de um regime que parecia sólido, permanente. Ele foi vitorioso no dia da vitória de outro, quando Tancredo Neves passou dos cinquenta por cento dos votos necessários para ser presidente, e o regime militar terminou. A grande vitória de um político não é quando obtém votos, mas quando consegue mudar a realidade, conforme os objetivos, para fazer seu país mais próximo dos sonhos de seu povo. Fernando mudou a realidade brasileira da ditadura para a democracia. Usando sua energia, sua visão, sua persistência e coragem, todas suas qualidades de político, de cidadão, de brasileiro. Com sua vitória, Fernando pode se vangloriar de ter um lugar onde poucos políticos brasileiros têm: na história de seu país. Sempre que se escrever a história brasileira, especialmente o período em que o Brasil sai da ditadura e entra na democracia, o nome de Fernando Lyra estará nos livros, não vai estar apenas como um dos conquistadores da democracia, ainda mais, como construtor da democracia, A morte de Tancredo levou à descrença na possibilidade de, além da derrubada do Mal, termos a construção do Bem. Escolhido por Tancredo e mantido por Sarney para ser o ministro da justiça, Fernando teve a oportunidade de ser um dos construtores da nova ordem. E teve um papel fundamental. A juventude de hoje vê a política como um antro de jogo sujo, sem princípios e sem objetivos maiores do que os interesses eleitorais de cada político. Nem vê qualquer relação entre Política e Causa. A Política sem uma Causa é como o sexo sem amor, pode até ser divertido e remunerar, mas não deixa marca, não faz história, não dá romance. Fernando fez política com paixão, porque tem uma causa, e mesmo sem mandato, continua. Por isto, é exemplo de militante. Cristovam Buarque Fernando Lyra iniciou sua carreira política no ano de 1966, elegendo-se deputado estadual em Pernambuco. Em 1971, como deputado federal, fundou o Grupo Autêntico do então Movimento Democrático Brasileiro – MDB e participou intensamente da abertura política do País. No Congresso Nacional, coordenou a candidatura de Tancredo Neves à presidência da República. Foi ministro da justiça e membro da Comissão de Sistematização da Assembléia Nacional Constituinte. Em 2003, assumiu a presidência da Fundação Joaquim Nabuco – Fundaj.
Contexto da obra
Nas Ciências Políticas, livros como este costumam dialogar com instituições, ideias e vida pública. “Daquilo Que Eu Sei: Tancredo E A Transição Democrática”, de Fernando Lyra, publicado pela editora Iluminuras, em 2000 e com 310 páginas, integra a categoria Livros de Ciências Políticas. Esse enquadramento ajuda o leitor a perceber melhor a natureza analítica da obra e seu lugar no debate político.
Editora: Iluminuras
Páginas: 310
Ano: 2000
Edição: Hist—ria e Geografia
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8573212993
ISBN13: 9788573212990
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,633
- Altura (cm): 23,00
- Largura (cm): 16,00
- Espessura (cm): 1,70
Sobre a editora
Os livros da editora Iluminuras convidam o leitor a uma experiência de leitura que mescla rigor intelectual e sensibilidade estética. O catálogo revela uma predileção por obras que exploram a densidade da linguagem, seja por meio de poesia, ensaios filosóficos ou narrativas literárias que problematizam dilemas éticos e existenciais. A diversidade temática é marcada por textos que transitam entre a reflexão crítica e a expressão artística, com destaque para abordagens que valorizam a complexidade do olhar sobre a arte, a literatura e a condição humana. Em muitos títulos, percebe-se um tom contemplativo, ora introspectivo, ora incisivo, que desafia o leitor a pensar além da superfície dos temas tratados. A editora parece privilegiar obras que dialogam com tradições literárias e filosóficas, mas que também apresentam rupturas e experimentações formais, como o uso do fragmento, do monólogo ou da linguagem poética com forte carga imagética.
