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De caçadores-de-cabeça a índios urbanos

Título: De caçadores-de-cabeça a índios urbanos

Autor: José Sávio Leopoldi

Sinopse: Os Munduruku constituem uma sociedade indígena da Amazônia brasileira, tendo ocupado a região entre os rios Madeira e Tapajós, afluentes ao sul do rio Amazonas, e feito parte da sua história, como a conhecemos, desde o século XVIII, quando estabeleceram contatos pacíficos com os colonos que habitavam aquela região. Conhecida por sua invulgar belicosidade, ímpar em toda a história Amazônica, os Munduruku – a quem se atribui o extermínio de várias etnias indígenas - após o estabelecimento de relações pacíficas com os colonizadores viram-se envolvidos e explorados, tendo em vista a aquisição de produtos industrializados, por diferentes braços coloniais: as tropas governamentais, os seringueiros, os regatões (comerciantes embarcados) e os missionários. Tendo aceitado uma “declaração de paz” que violentava toda a sua tradição, sintonizada com a atividade guerreira, os Munduruku romperam abruptamente com seu passado e sua história. Impossibilitada de praticar a guerra e, consequentemente, de capturar cabeças de inimigos, as quais davam sentido a sua vida, a “nova” sociedade indígena, ainda que tenha produzido lideranças aptas ao contato com o mundo exterior, deixou de pautar-se por um modelo tradicional de poder, autoridade e liderança. Nesse movimento, tem buscado novos padrões para a reconstrução da sua identidade, que antes se alicerçava na atividade guerreira, símbolo máximo da cultura, da sociedade e do poder que a sociedade Munduruku sempre exibiu. Parcela significativa dos índios Munduruku da atualidade encontra-se vivendo em aldeias urbanas nas proximidades de povoados de origem não indígena, e mesmo em cidades como Itaituba e Jacareacanga. Nelas, os indígenas têm contato bastante estreito com a população regional e absorvem muitos aspectos da sua cultura, quer em termos informais – pela convivência cotidiana -, quer em termos formais - pelo ingresso em instituições do ensino e no mercado de trabalho.

Contexto da obra

Nas Ciências Sociais, obras como esta costumam interessar pela forma como ampliam a leitura da sociedade. “De caçadores-de-cabeça a índios urbanos”, de José Sávio Leopoldi, publicado pela editora Chiado Editora, em 2016 e com 472 páginas, integra a categoria Livros de Ciências Sociais. Por isso, o livro tende a ganhar força quando lido também como ferramenta de compreensão do mundo social.

Editora: Chiado Editora

Páginas: 472

Ano: 2016

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 9895167938

ISBN13: 9789895167937

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,400
  • Altura (cm): 22,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 4,00

Sobre a editora

Os livros da editora CHIADO EDITORA apresentam um leque variado de narrativas que transitam entre o realismo cotidiano, a fantasia e o suspense, sempre com uma linguagem acessível e envolvente. Muitas obras exploram jornadas pessoais e conflitos internos, como o amadurecimento, a busca por identidade ou o enfrentamento de desafios sociais e emocionais. O catálogo traz desde relatos intimistas e crônicas fragmentadas até tramas de aventura e mistério, com ambientações que vão do interior paulista a cenários intergalácticos ou históricos. O tom oscila entre o humor leve e a reflexão profunda, e o ritmo das histórias pode ser tanto dinâmico e cheio de ação quanto pausado e contemplativo, atendendo a diferentes gostos de leitura.

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