
Título: Deixe que eu sinta teu corpo
Autor: Vagner Amaro
Sinopse: Marlene, uma bibliotecária encontra em um jovem estudante a conexão com a dor de uma perda recente. Um escritor e um editor travam um embate que transparecem mais que divergências estéticas. Uma criança precisa lidar com o sumiço do pai. Um professor de literatura, leitor do romance Bom-crioulo, de Adolfo Caminha, luta para viver um grande amor. Uma idosa vai ao supermercado para comprar produtos do seu bolo de aniversário. Um escritor, aos 50 anos se vê doente e precisa retornar para a cidade onde nasceu e ter um acerto de contas com a família. O filho de um marceneiro resolve se vingar quando é acusado de ter roubado uma pessoa na rua...A coletânea apresenta a relação dos personagens com os livros e a leitura, com referências a João Cabral de Melo Neto, Caio Fernando Abreu, Conceição Evaristo, Machado de Assis, Adolfo Caminha, entre outros. As paisagens mais presentes nos contos são as cidades do interior, as periferias e os subúrbios urbanos. Outra característica da obra é apresentar relações homoafetivas e interraciais. Para Alessandra Magalhães, doutora em Letras pela UFF, que apresenta a obra, “os contos convidam à reflexão sobre temas importantes, tais como, tensões raciais, masculinidades e homoafetividades. Vagner Amaro mostra a hipocrisia que se instaura nas relações inter-raciais e desnuda os véus que, coletivamente, nós decidimos usar para não ver o que mais importa.
Contexto da obra
Na crítica literária, livros como este costumam ampliar a leitura de autores, obras e tradições. “Deixe que eu sinta teu corpo”, de Vagner Amaro, publicado pela editora Malê, em 2024 e com 158 páginas, integra a categoria Livros de Crítica Literária. Na prática, isso ajuda a situar o livro como apoio valioso para quem quer ler obras e autores com mais contexto.
Editora: Malê
Páginas: 158
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6585893107
ISBN13: 9786585893107
Sobre a editora
Os livros da editora MALE oferecem uma experiência de leitura marcada pela presença forte da cultura negra, com narrativas que transitam entre o íntimo e o coletivo, o cotidiano e o histórico. A sensibilidade na construção dos personagens permite ao leitor entrar em suas casas, sentir suas dores e sonhos, muitas vezes atravessados por tensões sociais e políticas. O catálogo inclui obras que exploram desde contos com olhar atento às micro relações até romances distópicos com atmosfera angustiante, além de textos que misturam prosa poética e fragmentos de memória. A diversidade de estilos vai do relato ficcional à escrita ensaística, sempre com um tom que provoca reflexão e envolvimento emocional. Em muitos casos, a ancestralidade africana e a insurgência poética são temas centrais, revelando um compromisso com a representatividade e a reinterpretação das narrativas tradicionais.
