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Depois da música

Título: Depois da música

Autor: Luís Quintais

Sinopse: À décima colectânea, Luís Quintais regressa aos seus lugares de sempre: às «ficções supremas» de Wallace Stevens como único sentido ainda disponível; à prosa enquanto território especulativo; às desumanidades de um século impiedoso, de que o Holocausto é exemplo, mais do que símbolo; à modernidade sem «aura» mas ainda com vestígios de uma aura, de um esplendor. Vivemos num tempo «depois da música», como se diz «depois da Deus»; mas depois da música, e por causa da música, fica ainda um fogo que arde e se vê, como em Bach, deus mortal, ou nas canções de Billie Holiday. Depois da Música não desespera por completo da poesia, essa arte dos duzentos exemplares: a poesia é a resistente e discreta possibilidade de deixarmos registo de mais um dia na terra, da vertigem do mundo, das ilusões e derrotas, de filhos, amigos, mestres. Acto gratuito, imagem dentro das imagens, o poema faz com que «uma árvore» signifique «apenas uma árvore» ou muito mais que isso: a própria figura da poesia, «um horizonte de árvores negras / desenhado no chão da biografia, // uma forma de melancolia consentida».

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Depois da música”, de Luís Quintais, publicado pela editora Tinta-da-China, em 2013 e com 95 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Tinta-da-China

Páginas: 95

Ano: 2013

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13: 9789896711818

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Luís Quintais é um mergulho em uma poesia densa e rigorosa, onde o ritmo é ao mesmo tempo meditativo e tenso, como se cada verso fosse um fragmento de vidro a ser cuidadosamente manuseado. A prosa poética cria imagens que oscilam entre a elegia e a reflexão filosófica, convidando o leitor a explorar espaços interiores marcados pela memória, angústia e silêncio. Há um constante diálogo com a história e a cultura, mas sempre filtrado por uma voz que parece buscar sentido em meio ao caos e à fragmentação do mundo contemporâneo. A experiência é exigente, quase ascética, e requer do leitor uma atenção concentrada para desvendar enigmas e camadas de significado. Em alguns momentos, a poesia se apresenta com uma musicalidade quase dolorosa, onde o pathos emerge da solidão e da passagem do tempo.

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