
Título: Desejo sitiado
Autor: Flávio Adriano Nantes
Sinopse: 📜 SOBRE A OBRA: Como transformar a culpa, o fracasso, a dor, a solidão em matéria-prima da existência? "Desejo sitiado" nos oferece uma pista: escreva, de preferência, depois de tomar algumas doses de vinho ou de alguma vodka barata. Não espere um texto suave. Aqui, não existe anestesia. Quantas vezes os personagens que povoam estas páginas morreram? Ou então (para fazer alguma concessão aos otimistas): quantas vezes eles tiveram que renascer? As lágrimas do vinho tinto, derramando-se e banhando o corpo interno da taça, prenuncia a partida do amante e do silêncio que restará. Mas há um paliativo para solidão (aprendi aqui): “Quando você se sentir muito sozinho, sem ninguém, tome café com leite morno bem docinho, que passa”. É o conselho da mãe que sabe dos dias difíceis que esperam pelo filho que deixa a casa. Mas se as histórias deste livro ajudaram-me a suportar minha própria solidão, ele mesmo transformou-se em café com leite e açúcar. E aí, fez-se o milagre: solidão compartilhada é cumplicidade. A escrita dilacerante de Flávio me fez cúmplice das almas que povoam este livro. [✒️ por BERENICE BENTO]
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Desejo sitiado”, de Flávio Adriano Nantes, publicado pela editora Penalux, em 2019 e com 116 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Penalux
Páginas: 116
Ano: 2019
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9788558335393
Sobre a editora
Os livros da editora Penalux costumam mergulhar em universos literários densos e variados, onde a poesia e a prosa poética se destacam pela sutileza e pela força expressiva. O catálogo apresenta narrativas que exploram temas como o amor em suas múltiplas facetas — da paixão à melancolia, passando por conflitos familiares e dilemas existenciais —, sempre com um tom que varia entre a introspecção lírica e o realismo cru. A linguagem frequentemente se mostra elaborada, com atenção ao ritmo e à construção cuidadosa das palavras, criando atmosferas que evocam tanto a delicadeza quanto a complexidade das emoções humanas. Há obras que se aproximam do ensaio e da crônica, outras que se estruturam em contos breves com unidade temática, revelando uma diversidade que vai do íntimo ao social, do cotidiano ao fantástico. Essa variedade convida o leitor a uma experiência de leitura que pode ser tanto meditativa quanto provocativa, com nuances que oscilam entre o humor irônico e a reflexão profunda.
