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Diario de Oaxaca

Título: Diario de Oaxaca

Autor: Oliver Sacks

Sinopse: Conhecido por seus relatos clínicos que desvendam grandes mistérios do cérebro humano, Oliver Sacks revela uma nova faceta em seu diário de viagem para o estado de Oaxaca, no México. Durante dez dias, acompanhou um grupo de botânicos e cientistas amadores interessados em conhecer o hábitat das samambaias mais raras do mundo. Entre descrições minuciosas da morfologia das plantas e uma ou outra digressão acerca de pássaros e tipos de solo, o texto concentra toda a sua força em desvendar um grande mistério da mente humana: a curiosidade científica. Ao observar de perto o comportamento de seus colegas de excursão, Oliver Sacks revela que a ciência, longe de ser uma seara de cálculos e experimentos, nasce do interesse genuíno e apaixonado de amadores, cuja erudição nem sempre supera a vontade de aprender e descobrir fatos novos. Os personagens que compõem a expedição são sui generis. O grupo é composto de tipos humanos diversos: homens e mulheres, americanos e ingleses, cientistas e curiosos circulam com desenvoltura por selvas e grutas, mas protagonizam cenas de verdadeira comédia ao tentar, sem sucesso, se imiscuir no cotidiano das cidades mexicanas por onde passam. É o caso da visita coletiva feita a um alambique onde se processa o mescal, bebida alcoólica extraída do agave, uma planta nativa que também dá origem à tequila. Levemente alterados pela degustação a que se submetem no maior “interesse científico”, os expedicionários terminam sentados em uma pequena planície das redondezas, uivando para a lua e se “perguntando como será que os lobos e os outros animais se sentiram quando a lua, a sua lua, lhes foi roubada”. Composto de uma gama variada de assuntos, Diário de Oaxaca versa ainda sobre a intimidade de Oliver Sacks, cujo mal-estar em relação aos meios oficiais e ultracompetitivos da ciência contemporânea fica evidente nas diversas passagens em que o autor externaliza sua admiração pelos amadores - classe de cientistas à qual, aliás, o livro é dedicado.

Contexto da obra

Na área de Viagens e Turismo, obras como esta costumam interessar por abrir horizonte e contexto. “Diario de Oaxaca”, de Oliver Sacks, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2012 e com 128 páginas, integra a categoria Livros de Viagens e Turismo. Esse contexto costuma ser útil para perceber melhor o valor da obra para quem lê lugares, trajetos e experiências.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 128

Ano: 2012

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 853592017X

ISBN13: 9788535920178

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,209
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 1,20

Sobre o autor

Ler os livros de Oliver Sacks é entrar em um universo onde a ciência se mistura com a narrativa humana, revelando o cérebro e suas complexidades a partir de histórias singulares. Sua prosa é ao mesmo tempo acessível e profunda, capaz de traduzir casos clínicos em experiências quase literárias, com um ritmo que varia entre o contemplativo e o envolvente. Há uma tensão constante entre o estranho e o familiar, pois seus relatos mostram pessoas diante de desafios neurológicos que alteram a percepção do mundo e de si mesmas. O tom é marcado por uma curiosidade apaixonada, que não se limita à neurologia, mas se estende a outras áreas do conhecimento, sempre com um olhar atento à singularidade de cada indivíduo. Essa combinação torna a leitura dos livros de Oliver Sacks uma jornada que provoca reflexões sobre a condição humana e a fragilidade da mente.

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Sobre a editora

Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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