
Título: Diário de uma quase
Autor: Paulo Sesar Pimentel
Sinopse: "O que você faria se não tivesse medo? (...) Pego-me olhando o céu. Um azul profundo. Penso na terra e em quem olha pra mim de cima. A terra azul. Tão confuso esse jogo, azul. Olho para a frente e imagino o circulo que compõe o horizonte, escurecendo. Final de tarde, um azul desbotado e uma luz que começa a se apagar. Há pensamentos que não deveriam emergir. Mas tenho coragem, isso me permite fugir do bando. Pereba ainda deve estar lá e depois serei só eu. Nunca fui. Uma formiga desgarrada que desde a primeira lembrança se alimenta de mais lembrança. Corro. Em direção ao fim da rua. Terra batida. Fugir é uma forma de ter coragem, fugir é uma forma de não ter medo. Eu sei o que custa. Tudo é pago no mundo, descubro. E tudo deve ser cobrado. Entendo a lógica do dinheiro e ele não compra lembranças. Mas ele é meu, elas são minhas. Minha puta, minha irmã e minha mãe, meu dinheiro no bolso. Pereba lá. Continuo correndo. Agora sou homem?" (correição)
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Diário de uma quase”, de Paulo Sesar Pimentel, publicado pela editora Carlini & Caniato, em 2010 e com 102 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Carlini & Caniato
Páginas: 102
Ano: 2010
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
ISBN13: 9788580090130
Sobre a editora
Os livros da editora Carlini & Caniato apresentam uma leitura que oscila entre o realismo sensível e o mistério enigmático, frequentemente explorando temas como a vida cotidiana brasileira, conflitos familiares e dilemas existenciais. Há uma presença marcante de narrativas que misturam humor ácido e tragédia, muitas vezes ambientadas em cenários como o sertão ou espaços urbanos carregados de tensões políticas e sociais. O tom pode variar do lírico ao sombrio, com textos que convidam o leitor a refletir sobre a condição humana, seja por meio de contos curtos, romances ou poesia. O catálogo sugere obras que combinam uma linguagem acessível, por vezes regionalizada, com uma densidade temática que aborda desde histórias de superação pessoal até investigações psicológicas e sociais.
