
Título: DITO PELO NÃO DITO
Autor: Fernandes Naves
Sinopse: Neste Dito pelo não dito, João Paulo Naves Fernandes foi feliz ao afirmar, na “Nota do Autor” que: “é uma constante/ desta época/ de ausência de palavras retas e claras”. E como afirmou Brecht, “vivemos em tempos tenebrosos”, particularmente tenho que concordar com a primeira afirmativa. João Paulo, depois de Chão do mundo (1981), Banidos e profanos (1982) e algumas coletâneas, intensifica a atividade crítica, usando a palavra poética de forma contundente. Assumindo posição extremamente conflituosa, as imagens criadas definem-se abertas, deixando a transparência e a roupagem definidamente conclusivas. “Consta apenas, nos relatórios policiais que um louco morreu dando cabeçada na cela, depois de ser preso por vagabundagem.” O coloquialismo é paradoxalmente consciente: “Sabe amor/ ainda não há paz sobre o mundo”, porém sem ausentar-se da função crítica tematicamente social: “Acordaste, o ronco do teu estômago/ ecoou boca afora”.
Contexto da obra
Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “DITO PELO NÃO DITO”, de Fernandes Naves, publicado pela editora Scortecci Editora, em 2024 e com 52 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.
Editora: Scortecci Editora
Páginas: 52
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8536669462
ISBN13: 9788536669465
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,100
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 14,00
- Espessura (cm): 1,00
Sobre a editora
Os livros da editora Scortecci Editora oferecem uma experiência de leitura marcada pela diversidade temática e por abordagens que transitam entre o ensaio crítico, a ficção e a poesia. O catálogo sugere uma predileção por obras que exploram reflexões profundas sobre cultura, sociedade e espiritualidade, além de narrativas que investigam conflitos internos e históricos, muitas vezes ambientadas em contextos realistas ou simbólicos. A linguagem varia entre o acessível e o denso, com textos que podem ser tanto didáticos quanto poéticos, contemplativos ou tensos, sempre com uma atenção ao detalhe e à construção de atmosferas envolventes. Essa variedade permite ao leitor navegar entre obras mais narrativas e outras de caráter mais informativo ou reflexivo, com um ritmo que pode ser tanto cadenciado quanto urgente.
