
Título: Do coração dos malditos: 13 sonetos e uma elegia
Autor: Duque Silvério
Sinopse: O título desta coletânea nasceu sobre pretexto um pouco “construtivista” e de uma das marcas mais evidentes na poesia de Silvério Duque: a intertextualidade. Poucos poetas têm a capacidade de conversar diretamente com o texto de outros poetas e demonstrar uma relação de influência tão frutífera, sem medo de cair nas armadilhas da mera imitação. Este ato contínuo de emulação a que o poeta feirense se propõe, demonstra não só a força de sua leitura, pois o que se verá daqui por diante é tão somente uma homenagem muito pessoal de um poeta aos seus textos e autores mais queridos, mas o exemplo vivo de uma capacidade técnica que poucos poetas, hoje em dia, podem se dá ao luxo de possuir; daí ter escolhido, em sua maioria, sonetos do autor; 13 para ser mais exata, pois, sendo o soneto uma das formas mais caras à grande poesia ocidental desde sua invenção em meados do século XIII, não poderia um poeta do calibre de Silvério Duque se esquivar ao seu uso e domínio.
Contexto da obra
Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Do coração dos malditos: 13 sonetos e uma elegia”, de Duque Silvério, publicado pela editora Mondrongo, em 2015 e com 64 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.
Editora: Mondrongo
Páginas: 64
Ano: 2015
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8565170284
ISBN13: 9788565170284
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,120
- Altura (cm): 18,00
- Largura (cm): 12,00
- Espessura (cm): 1,00
Sobre a editora
Os livros da editora Mondrongo costumam explorar territórios literários que vão do fantástico ao histórico, com uma forte presença da poesia e da narrativa experimental. O leitor encontra desde contos que desafiam a linha tênue entre sanidade e imaginação até histórias ambientadas em períodos marcados por conflitos sociais, como a ditadura militar brasileira. A poesia, especialmente o haicai, aparece com destaque, apresentando formas tradicionais e inovações visuais que convidam à leitura contemplativa. O catálogo sugere um equilíbrio entre obras que valorizam a estética literária e outras que dialogam com temas históricos e culturais, sempre com uma escrita cuidadosa e, por vezes, desafiadora.
