Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Domingo de manhã”, de Juarez Machado, publicado pela editora Primor, em 1976 e com 32 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
A leitura dos livros de Juarez Machado é uma experiência que se apoia fortemente na imagem e no silêncio, onde a ausência de texto convida o leitor a mergulhar em uma narrativa visual que explora emoções profundas como angústia e saudade. A prosa visual se desdobra em trajetórias de personagens invisíveis, cujas ações cotidianas ganham movimento e significado por meio de sequências de imagens e rastros que sugerem histórias não ditas. O ritmo é contemplativo e ao mesmo tempo instigante, pois a tensão surge da tentativa de decifrar o que está entre as marcas e os espaços vazios. Essa leitura exige uma atenção sensorial e uma abertura para o não-dito, criando um diálogo íntimo entre o leitor e as imagens. No catálogo, os livros de Juarez Machado oferecem uma experiência que desafia o convencional e privilegia o olhar e a imaginação.