Sinopse: «Os doze retratos, demoradamente esquadrinhados aqui por uma pena que deles partiu para chegar a si mesma, homenageiam o homem e a mulher que atravessam o mundo, alumiados pela inesgotável curiosidade dos operários da Criação.» (da contracapa) Acabamento: Brochura. Peso: 100g. Dimensões: 18.9 x 13.1 x 0.4.
Contexto da obra
Dentro do catálogo, este livro pode ser situado a partir do tema, da autoria e da proposta editorial. “Doze Retratos Portugueses”, de Mário Cláudio, publicado pela editora Imprensa Nacional Casa da Moeda (portugal) **, em 2021 e com 64 páginas, integra a categoria Teoria e Crítica da Arte. Esse enquadramento pode tornar mais clara a proposta do livro e o tipo de interesse que ele costuma despertar.
A leitura dos livros de Mário Cláudio oferece um encontro com narrativas que transitam entre o íntimo e o histórico, entre a densidade psicológica e o frescor da descrição. Em algumas obras, o ritmo se mostra mais contemplativo, quase pictórico, enquanto em outras há um pulso mais direto e até investigativo, como no relato de um crime real. A prosa se destaca pela capacidade de construir personagens multifacetados, que vivem em contextos muito concretos — seja a vida familiar no Porto, os ateliês de mestres renascentistas ou as prisões portuguesas. O leitor é convidado a navegar entre tempos e espaços variados, com uma tensão que ora se apoia no drama pessoal, ora no jogo das relações artísticas e afetivas. A experiência é marcada por um equilíbrio entre o lirismo e a crueza dos fatos, sempre com uma atenção especial à dimensão humana e social.