Em coleções literárias, um livro como este costuma ganhar também um sentido editorial mais amplo. “É o meu maior prazer”, de Ruy Castro, publicado pela editora Janela, em 2025 e com 46 páginas, integra a categoria Livros de Coleções Literárias. Por isso, o leitor pode ganhar outra perspectiva quando observa não só o texto, mas também a coleção que o abriga.
A leitura dos livros de Ruy Castro traz um encontro entre a pesquisa detalhada e uma narrativa que oscila entre o histórico e o coloquial, com uma prosa que combina rigor documental e leveza malandra. O ritmo varia conforme o tema: há obras que se desenrolam com a agitação de uma cidade em ebulição, recheadas de personagens vivos e episódios picarescos, enquanto outras convidam a uma imersão mais contemplativa na cultura carioca e brasileira. A tensão narrativa surge da mistura entre fatos reais e ficção, que provoca no leitor a dúvida constante sobre o que aconteceu de verdade. O foco da escrita está na construção de personagens multifacetados, que transitam entre o íntimo e o social, revelando aspectos humanos e culturais com humor e crítica sutil. Essa experiência convida o leitor a navegar por diferentes tempos e espaços, do Rio do século XIX às ruas e bastidores do século XX, sempre com um olhar atento à vida cotidiana e às transformações culturais.