
Título: É tudo inventado, mas não é mentira
Autor: Camila Nicácio
Sinopse: Ao ser questionado, em uma entrevista, se havia abandonado os enredos fantásticos em seus contos por enredos mais realistas em razão de uma maturidade produzida pela idade, Jorge Luís Borges interrompeu o jornalista com um aviso: Alto lá, ainda não decidi qual das duas é verdadeira. É um privilégio na literatura podermos distinguir entre o real e o fantástico e, no fim, vivenciarmos ambas as manifestações como se fossem verdades. Em um livro, mesmo as manchas que surgem são manifestações de uma intenção estética, avisando ao leitor que é hora de alumbramento. A narradora de É tudo inventado, mas não é mentira nos apresenta a história de um adoecimento, em que a heroína Ana Borja não consegue diferenciar as manchas da realidade justamente quando um de seus filhos mais precisa, seduzido por teorias anticientíficas e conspiratórias. A autora faz uso de metaficção para contar sua história, justamente quando mais precisamos, seduzidos por teorias anticientíficas e conspiratórias. E alto lá, ainda não podemos dizer qual das duas é verdadeira.
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “É tudo inventado, mas não é mentira”, de Camila Nicácio, publicado pela editora Quixote+DO, em 2024 e com 150 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: Quixote+DO
Páginas: 150
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8566256743
ISBN13: 9788566256741
Sobre a editora
Os livros da editora Quixote+Do costumam oferecer uma experiência de leitura marcada por narrativas que exploram a complexidade da vida cotidiana e as inquietações humanas, muitas vezes atravessadas por nuances de melancolia, humor e poesia. O catálogo reúne obras que se debruçam sobre temas como o amor, a memória, a identidade e as tensões sociais, em contextos que vão do Carnaval carioca às cidades europeias, passando por reflexões filosóficas e literárias. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, que envolvem personagens em situações intensas e emocionais, e outros mais densos, que convidam à reflexão e à inquietação, como os que compõem uma trilogia que desafia as fronteiras entre realidade e delírio. A linguagem varia do poético ao ensaístico, com um ritmo que pode ser tanto envolvente quanto introspectivo, sempre com atenção à sutileza e à profundidade dos temas abordados.
