Sinopse: Un escritor inicia un cuaderno con ejercicios para mejorar su caligrafía en el convencimiento de que, al mejorarla, lo hará también su carácter. Lo que pretende ser un mero ejercicio físico se irá llenado, de modo involuntario, de relfexiones y anécdotas sobre el vivir, la convivencia, la escritura, el sentido o no-sentido de la existencia.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “El discurso vacío”, de Mario Levrero, publicado pela editora Contemporánea, em 1996 e com 168 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
A leitura dos livros de Mario Levrero é uma experiência que mistura o cotidiano com o fantástico, criando uma atmosfera onde o comum se torna estranho e o estranho, próximo. A prosa oscila entre o diálogo íntimo e a reflexão profunda, com ritmo que pode ser ao mesmo tempo contemplativo e inquietante. O leitor é convidado a acompanhar narradores que parecem cansados, mas ainda assim atentos a pequenas epifanias e situações que desafiam a lógica. A tensão surge da justaposição entre o banal e o surreal, enquanto o texto explora temas como a memória, a existência e a linguagem, sem se prender a conclusões fáceis. Há uma sensação de jogo e experimentação, que mantém o leitor curioso sobre o que é real e o que é invenção.