
Título: Elegia romana: construção e efeito
Autor: P. Martins
Sinopse: Neste livro incisivo, Paulo Martins desnaturaliza os critérios expressivistas de interpretação da elegia erótica do poeta latino Propércio correntes na Universidade, onde ainda é lido. Eles são in- diferentes à historicidade dos preceitos técnicos de sua invenção como ficção poética. Paulo afirma que, ingênua ou não, a indiferença é uma prática etnocêntrica. Universaliza o modo moderno de definir e consumir poesia como literatura e imagina que as paixões romanas dos poemas são sustos contemporâneos que, ao serem impressos, expressam a subjetividade do autor. A especificação retórica do gênero “elegia erótica” faz os poemas aparecer como formalidade prática irredutível às intenções psicológicas dos intérpretes atribuídas anacronicamente ao homem Propércio. Como gênero poético, a elegia erótica romana é inventada retoricamente como enunciação fictícia de um pronome pessoal, ego. É o “eu” não-substancial de um tipo poético que imita discursos gregos e alexandrinos enquanto recompõe, em cada poema, a dicção que especifica a adequação de seu estilo aos lugares-comuns que o gênero prescreve para inventar e ornar a voz de seu éthos, caráter, movido por páthe, afetos.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Elegia romana: construção e efeito”, de P. Martins, publicado pela editora Humanitas, em 2009 e com 194 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Humanitas
Páginas: 194
Ano: 2009
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8577321169
ISBN13: 9788577321162
Sobre a editora
Os livros da editora HUMANITAS apresentam um perfil marcado pela reflexão crítica e análise detalhada em áreas das ciências humanas, linguística e literatura. As obras costumam aprofundar temas como sociolinguística, história cultural e filosofia, com um ritmo que privilegia o rigor acadêmico e a densidade conceitual. O tom dos textos varia entre o analítico e o ensaístico, frequentemente explorando tensões entre normas e práticas sociais, ou entre passado e presente. O catálogo inclui trabalhos que dialogam com contextos históricos e culturais específicos, como movimentos sociais, estudos interdisciplinares e análises literárias, indicando uma preocupação com a produção de conhecimento fundamentado e contextualizado.
