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Erasmo: Diálogo Ciceroniano

Título: Erasmo: Diálogo Ciceroniano

Autor: Erasmo de Roterdã

Sinopse: Os leitores familiarizados com "Elogio da Loucura", obra mais famosa de Erasmo de Roterdã (1466-1536), já conhecem a verve humorística desse grande nome da Renascença. O erudito sacerdote holandês quase sempre seguiu à risca a máxima de que "é rindo que se castigam os costumes", sejam eles perversos ou ridículos. É exatamente essa a abordagem que ele adota em seu "Diálogo Ciceroniano", obra na qual um dos artifícios literários mais típicos da Antiguidade clássica, o diálogo filosófico, ironicamente é transformado em arma contra a tendência de seguir de forma servil os modelos antigos. Por incrível que pareça, a redescoberta do legado da Grécia e de Roma no Renascimento na época de Erasmo levou alguns literatos europeus a se tornarem "ciceronianos puros", ou seja, defensores da ideia de que o correto era escrever em latim imitando em todos os detalhes o vocabulário e o estilo do orador romano Cícero (106 a.C.- 43 a.C.). Com sua verve habitual, Erasmo mostra que modelos literários não podem engessar a criatividade e a expressividade do escritor e que o estilo sempre deve adequar-se ao tema - uma ideia simples que, num mundo fortemente apegado aos modelos da Antiguidade, tinha algo de revolucionário

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Erasmo: Diálogo Ciceroniano”, de Erasmo de Roterdã, publicado pela editora Folha de S.Paulo, em 2015 e com 176 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Folha de S.Paulo

Páginas: 176

Ano: 2015

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8581932576

ISBN13: 9788581932576

    Sobre o autor

    Os livros de Erasmo de Roterdã oferecem uma experiência de leitura que oscila entre o humor irônico e a reflexão profunda sobre a condição humana e a sociedade. Sua prosa combina leveza satírica com críticas contundentes, criando um ritmo que alterna entre momentos de diversão e questionamentos sérios sobre poder, religião e moralidade. A voz do autor é marcada por um tom que ora parece íntimo e irônico, ora assume uma postura didática e ética, convidando o leitor a pensar sobre temas como a loucura, o livre-arbítrio e a guerra, sempre com uma clareza que evita o discurso obscuro. A construção dos personagens e das ideias é feita com uma sutileza que mistura diálogo, sátira e comentário filosófico, mantendo o interesse do leitor tanto no plano intelectual quanto no emocional. A tensão do texto surge da oposição entre as críticas sociais afiadas e a defesa de valores como a paz e a benevolência, deixando no ar a pergunta sobre como a humanidade pode superar suas contradições e vícios.

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